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Jan Koum
Motivação & Inspiração

A incrível história de Jan Koum, o fundador do WhatsApp


A história de hoje foi encontrada no Quora e fala sobre o mito Jan Koum, fundador do WhatsApp, vendido para o Facebook por U$19 bilhões.

Ele aprendeu a programar sozinho – usando alguns livros usados – e superou enormes dificuldades pessoais antes de criar o WhatsApp. Sua história, que começou na periferia de Kiev, Ucrânia, é um verdadeiro conto de sucesso. Durante a infância na Ucrânia, sua casa não tinha água quente nem muita conexão com o mundo exterior. Embora a casa tivesse telefone, sua mãe temia utilizar devido à origem judaica de sua família – naquele tempo a polícia secreta ucraniana tinha uma longa história de ações antissemitas em torno da população judia.

Em 1992, Jan imigrou junto com sua mãe e sua avó para Mountain View, Califórnia, que na época era uma região de baixo custo. Com 16 anos, ficou, junto à família, em um apartamento de dois quartos subsidiado pelo governo. Para conseguir dinheiro para sobreviver, sua mãe trabalhava como baby-sitter e o empreendedor varria pisos de um supermercado. A vida já estava muito difícil no novo país, mas as coisas ficariam ainda mais difíceis a partir dali.

O pai de Jan, que planejava se juntar à família na Califórnia, adoeceu antes que pudesse fazer a viagem e acabou falecendo em 1997. A mãe de Jan foi diagnosticada com câncer, o que levou ao seu falecimento no ano de 2000. A família foi forçada assim a sobreviver apenas de vale-refeição. Algumas pessoas poderiam aceitar se a vida de Jan Koum começasse a desandar a partir deste ponto – imigrar e vivenciar uma nova cultura já era bastante difícil, mas perder seus pais num período de 5 anos e perceber um mundo no qual você não é capaz de acrescentar nada é um tipo de dor quase inimaginável.

Apesar de tudo, o empreendedor resolveu encarar as coisas de frente: durante o período de high school, começou a comprar livros usados (que devolvia quando terminava de ler para conseguir o dinheiro de volta) e aprendeu engenharia de sistemas sozinho. Utilizando sua capacidade como autodidata, conseguiu um emprego na Ernst & Young enquanto ainda estava na universidade. Um de seus primeiros clientes na empresa foi a, na época, nascente Yahoo! que, percebendo o talento de Jan, ofereceu-lhe um emprego. De repente, o empreendedor já atuava ao lado de grandes nomes, como Brian Acton (um dos primeiros funcionários da Yahoo!).

Logo de cara Brian ficou impressionado com Jan: enquanto os outros funcionários da Ernst & Young tinham um linguajar excessivamente floreado e gostavam de dizer sempre o que os superiores queriam ouvir, Koum era uma figura bem brusca (e parecia esperar sempre a mesma rispidez de volta), sem muita paciência para besteiras.

Durante 9 anos, Jan atuou na Yahoo!, vivenciando os períodos de grande crescimento, bem como a lenta queda da gigante digital. Finalmente, em 2007, tirou um ano sabático e viajou pelas Américas Central e do Sul (durante esse período, também aplicou para vagas no Twitter e no Facebook, mas foi rejeitado). O empreendedor então usou cerca de 400 mil dólares que poupou quando trabalhava no Yahoo e iniciou um novo projeto – um aplicativo de mensagens que denominou como WhatsApp, um nome parecido com uma expressão popular para cumprimentar. Após ter construído uma base de 250 mil usuários ativos, trouxe seu antigo colega de Yahoo! Brian Acton como co-fundador.

Juntos, os dois fundadores começaram a jornada de crescimento de uma das histórias mais cativantes de criação de startup de todos os tempos. Entre 2009 e 2015, o WhatsApp foi de 0 a 900 milhões de usuários e se tornou o maior aplicativo de mensagens do mundo, sendo adquirido pelo Facebook em 2014 por 22 bilhões de dólares.

O momento de assinatura dos papéis que o fizeram um dos homens mais ricos do mundo não ocorreu em um grande hotel ou na sede do Facebook, sem luzes ofuscantes ou câmeras – ao invés disso, o empreendedor retornou à discreta construção onde, no passado, ele passava horas com sua mãe esperando pelo vale-refeição. Naquele lugar, longe dos holofotes, Jan assinou os papéis e foi o momento em que ele completou um ciclo muito maior que aprender computação em livros usados ou até mesmo construir um negócio bem sucedido: se tratava de virar a mesa de sua vida e oferecer propósito e significado até mesmo nas horas mais difíceis.

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Fonte: Quora.com com tradução e curadoria da Wylinka (obrigado Artur Vilas Boas!)

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