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Motivação & Inspiração

De onde as pessoas mais criativas tiram suas ideias

De onde as pessoas mais criativas tiram suas ideias

As maiores mentes da humanidade têm um processo de incubação de ideias muito diferente do que muitos pensam. Entenda como funciona


As maiores mentes da humanidade têm um processo de incubação de ideias muito diferente do que muitos pensam. Entenda como funciona

A pesquisadora Vera John-Steiner queria saber o que nutre a produtividade sustentada na vida dos indivíduos criativos?

Ela entrevistou mais de 70 gênios criativos vivos e analisou os diários de 50 mortos (incluindo Tolstoi, Einstein e outros) para olhar os seus hábitos de trabalho.

Isso acabou em uma revisão dos “momentos eureka”. Os picos das maiores mentes criativas de todos os tempos. Ela até havia planejado o título de seu livro como “The Leap”, porque ele seria dedicado a esses flashes de inspiração que levaram à descobertas de grandes ideias.

Mas ela estava completamente errada. Os momentos eureka acabaram por se tornar um mito.

Não houve um momento de inspiração, onde uma resposta totalmente formada surgiu. Os insights geniais aconteceram ao longo do tempo. Uma ótima ideia vem ao mundo por erros e acertos. Algo como uma tese, síntese e antítese.

O momento eureka é uma ilusão.

O momento eureka é uma ilusão.

A criatividade começa com esboços e anotações no diário e só mais tarde resultaram em uma ideia puramente poderosa.

A única característica que todos esses criativos compartilham quer sejam pintores, atores, ou cientistas, é que muitas vezes eles liberam seus pensamentos iniciais, em esboços, frases e observações tracejadas, pedaços de diálogo e protótipos rápidos.

Em vez de chegar em um estalo, as grandes criações surgiram por zigs e zags, a partir do momento em que seus criadores começaram a conceber as ideias.

Vera John-Steiner ouviu algumas entrevistas e leu de diferentes métodos de pensamento em cada diário.

Albert Einstein sempre pensava em imagens: “as palavras não desempenham qualquer papel no meu pensamento; em vez disso, eu penso em sinais e imagens que eu possa copiar e combinar“.

A escritora inglesa Jessica Mitford se envolve em um diálogo constante com as correntes de ar que se desdobram: “a primeira coisa a fazer é ler sobre o que você fez no dia anterior e reescrever. E então, isso lhe dá uma vantagem para a próxima coisa a fazer”.

O pintor Ben Shahn descreveu a criatividade como “longo cabo de guerra artístico entre ideia e imagem”.

O poeta May Sarton escreveu: “o poema nos ensina alguma coisa, enquanto nós o criamos. Não há nada mais maçante que a revisão”.

O processo criativo não é algo linear.

O processo criativo não é algo linear.

O processo criativo dessas mentes brilhantes nunca foi um processo claro, linear.

Criadores de sucesso se engajam em um diálogo permanente com o seu trabalho. Eles colocaram o que está na sua cabeça no papel, muito antes que esteja completamente formado e, olham e ouvem o que eles têm registrado, indo e voltando até que a ideia certa surja.

O que podemos aprender com isso?

  • Pare de esperar a inspiração para entregar um produto acabado.
  • Escreva todas as suas ideias o mais cedo possível (não é nenhuma surpresa que muitos dos gênios mantinham um diário).
  • Pare de descartar ideias meia-boca. Essas ideias ruins são as boas ideias – elas só precisam de trabalho.
  • Não pense que sua primeira ideia é o caminho certo. E não pense que ela está perfeita como está.
  • Dê um tempo. Prazos não vão torná-lo mais criativo.
  • Lute com suas ideias. Disseque, combine, some, subtraia, vire de cabeça para baixo e agite-as. Tenha ideias colidindo.

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Este artigo foi adaptado do original, “Strokes of genius: Here’s How the Most Creative People Get Their Ideas”, da TIME.

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