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Política e Economia

O empreendedorismo é fundamental para o desenvolvimento econômico

Sem empreendedorismo, só há estagnação.


Em uma economia salutar, o empreendedorismo é a principal engrenagem. É o que permite que empresas existam, que produtos sejam criados, que empregos sejam gerados. No Brasil, no entanto, todo esse formidável potencial foi comprometido, em decorrência do marxismo cultural que primeiramente desenvolveu-se na política, contaminou o pensamento econômico, e consequentemente contribuiu para o retrocesso e a estagnação do país, e fomentou no Brasil uma sardônica mentalidade anti-empreendedora – responsável por gerar e difundir pobreza – que precisa ser urgentemente erradicada, se pretendemos nos desenvolver. Esta mentalidade destrutiva alastrou-se para o estado, que ficou igualmente contaminado, e isso é fácil de constatar quando observamos como é difícil, burocrático e complicado registrar um novo negócio no Brasil, ou regularizar uma empresa. O processo todo é complicadíssimo, e leva meses para ser concretizado. Nos países desenvolvidos, o processo todo leva apenas algumas horas, e é totalmente gratuito.

Infelizmente, na sociedade brasileira, determinadas ideologias e doutrinas políticas fomentaram uma grotesca aversão ao empreendedorismo, majoritariamente alicerçada a uma colossal ignorância sobre economia; sua procedência vem de indivíduos que não sabem diferenciar corporativismo de livre mercado, e difunde uma mentalidade de que todos devem depender do estado. Nada é legítimo, a não ser que envolva o poder estatal, e suas regras celestiais. Com o passar dos anos, isso trouxe tantas dificuldades para a livre iniciativa, que muitos empreendedores perceberam como é mais viável empreender no exterior, em países onde o processo para o estabelecimento de uma empresa é prático e simplificado, onde o proprietário não é asfixiado por uma centena de impostos e por um sistema contábil terrivelmente labiríntico. Onde, enfim, são bem tratados, e o empreendedorismo não significa um eterno sacrifício, mas sinergia entre criatividade e entusiasmo sendo aplicados na prática.

Hoje, de cada dez empresas que abrem no Paraguai, sete são de brasileiros. Isso é péssimo para o desenvolvimento da economia nacional. Quando um empreendedor percebe que empreender lá fora é, de fato, muito mais vantajoso – ele economizará tempo e dinheiro –, quem perde somos nós. São empresas, empregos, parcerias, produtos, desenvolvimento que deixa de acontecer aqui. E enfatizo que a culpa – de forma alguma –, é dos empresários. A culpa é do estado brasileiro, que sobrecarrega com inúmeros empecilhos, custos exorbitantes e severas dificuldades o empreendedor que deseja iniciar o seu próprio negócio. Hoje, somos asfixiados por mais de 364.000 normas tributárias.

Este problema contribui para o empobrecimento da população. E uma de suas consequências mais aterradoras vem do fato de que a população acaba pedindo para o governo resolver o problema da precariedade, da escassez, da falta de empregos, quando todo o problema é gerado justamente pelo excesso de regulações do governo. O que devemos fazer é retirar o peso brutal do estado de quem deseja abrir o próprio negócio, que – aqui no Brasil –, ganha apenas uma grande quantidade de custos e dívidas. Não é portanto, nem um pouco vantajoso abrir um negócio no Brasil. Mas no Chile, no Paraguai, na Nova Zelândia, em Singapura é muito mais atraente, mais rápido e mais barato. Você com certeza não pagará a colossal carga tributária exigida aqui no Brasil – dos diversos governos, diga-se de passagem, municipal, estadual e federal – nem irá desperdiçar duzentas e cinquenta horas por ano com burocracia e serviços contábeis.

Precisamos fazer do Brasil um país empreendedor. Para isso, é fundamental retirar o estado das costas de quem quer trabalhar, criar, desenvolver – de todas as formas e maneiras possíveis, juridicamente, burocraticamente, financeiramente, erradicando, ou no mínimo, suavizando os custos envolvidos – e criar uma cultura moralmente correta, edificante: de que empreender é bom, é revigorante, é genuíno. Quem quer viver do estado que viva, mas que não tente, por meio de ideologias perversas, obrigar todas as pessoas a fazerem isso. Existem muitas pessoas com criatividade por aí, com vontade de colocar ideias originais em prática. Pessoas que, se vivessem em países de primeiro mundo, seriam verdadeiros pioneiros em suas áreas de atuação. Como vivem no Brasil, no entanto, não tem essa oportunidade, porque o peso e os custos que lhes são impostos pelo estado brasileiro não lhes dá essa chance. Precisamos, portanto, mudar esse cenário, e tornar o Brasil um país propício para empreendedores realizarem os seus sonhos.  

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