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(5) “Aprenda a dizer ‘não’ para o bom para que você possa dizer ‘sim’ para o excelente.


Eu acabo de voltar de uma viagem aos EUA. Sempre que eu vou para lá eu fico maravilhado com a qualidade de vida, de serviços, de produtos, de atendimento, de absolutamente tudo que existe por lá. 

Todo brasileiro precisa experimentar a experiência de vivenciar os EUA com olhos e sensores de “produtor” e não apenas consumidor para entender o que eu estou falando. 

Eu digo isso porque infelizmente ainda tem muito brasileiro que vai para os EUA apenas para consumir; e volta de lá sem absorver absolutamente nada da cultura americana. 

Uma coisa que impressiona na cultura americana é a vontade absurda de fazer qualquer coisa com extrema excelência. 

Excelência essa que é perseguida não porque o cara quer apenas ganhar dinheiro, mas porque o cara quer realmente deixar a sua marca na sociedade em que vive. 

O americano faz o trabalho dele pensando em deixar um legado no mundo, fazer a diferença. 

O cara pode ser um “martelador de pregos”, mas ele martela o prego pensando que se o prego for martelado corretamente, o prego pode mudar o mundo daquele que o contratou.

Prego, grama, fita isolante, cafezinho, motorista de ônibus, atendente de caixa, a grandíssima maioria dos americanos traz dentro de si um incrível senso de fazer algo de incrível qualidade que possa beneficiar a comunidade em que ele vive. 

A minha filha de 6 anos notou sozinha essas coisas sem eu falar nada. No segundo dia de viagem, ela virou para mim e falou, “Pai, as pessoas aqui são muito educadas. Elas dão passagem para a gente, elas esperam a gente passar, todas são sorrisos, nunca vi tanta gente educada e simpática na minha vida”. 

Aqui no Brasil, infelizmente, ainda não temos isso. E olha que eu vivo no oásis da cidade de São Paulo. 

Os EUA também foram pobres como nós fomos ou ainda somos. Pobreza e miséria não é desculpa para não fazer a coisa certa, para não se entregar, para deixar de trabalhar com alma e coração. 

Aqui no Brasil a grande maioria das pessoas trabalham solamente por dinheiro. A turma só se mexe na base do toma lá dá cá. 

Apesar de todos os recursos de tecnologia colaborativa que existe por aqui, dá para contar nos dedos quem realmente compartilha o seu conhecimento com outras pessoas. 

A tiazinha do telemarketing, ou o tiozinho do administrativo de milhares de empresas por aí não vêem a hora de colocar o “patrão” no pau para garantir a sua aposentadoria ao invés de trabalhar duro para ajudar a empresa a crescer, e quem sabe, se tornar sócio da coisa toda. 

É claro que os EUA tem os seus problemas. Nenhuma sociedade é perfeita. Mas os EUA estão loucamente em busca da perfeição. 

Eu espero que um dia possamos viver em um país onde absolutamente todas as pessoas se dediquem de coração, alma e cérebro ao trabalho que fazem todos os dias para que possamos assim construir um país com relacionamentos mais éticos, duradouros e excelentes. 

A gente chega lá…, martelando prego. 

Via RSS de BizRevolution. Um Novo Olhar Sobre As Mesmas Coisas.

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