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A hora de largar os negócios da família e levar uma startup para São Paulo


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Agora que fiz esse título, fico me perguntando se essa hora realmente existe. Quando você nasce dentro de uma estrutura pré-pronta, com empresas familiares para administrar, me pergunto sobre o momento em que você decide romper com essa lógica e empreender… Então, decidi falar sobre isso com Antonio Neto, de 25 anos, que deixou as empresas de sua família e Manaus para criar o Parceria.com, uma rede de parcerias e benefícios para juntar empresas e clientes.

Neto fez uma série de testes com sua startup em Manaus e agora traz seu negócio à São Paulo. Veja a entrevista:

Você tinha tudo pra tocar o negócio da família, mas decidiu abrir o Parceria. Por que? Quando surgiu a ideia de abrir a companhia?

Assumi os negócios da família em 2008, quando estava terminando o curso de Direito na Universidade Federal do Amazonas. De lá para cá, percebi o quanto sou apaixonado pela arte de empreender. Adoro poder ajudar a tantas pessoas por meio das minhas empresas. Em 2010, comecei a elaborar um planejamento de crescimento para o grupo da família o qual leva o meu nome: Grupo Netão.

Foi quando triplicamos de tamanho. De um posto de combustível e uma lojinha de bebidas passamos a ter três postos de combustíveis, quatro distribuidoras de bebidas, oficinas mecânicas e outras coisas mais.

Percebi que tínhamos um outro desafio pela frente: Reter os clientes. Fidelizá-los às nossas empresas. Foi ai, então, que decidi criar um programa de fidelidade em nosso grupo.

Depois de muito ter estudado, implantei o sistema o qual batizei de MixService Netão. O programa deu tão certo que nossa distribuidora de produtos derivados de petróleo copiou de forma idêntica. Copiando inclusive os textos que tinha feito para o meu programa de fidelidade.

Como eles são hipersuficientes em relação ao nosso tamanho, tive que ceder a eles, que me obrigaram a matar o meu próprio programa e passar a utilizar o deles. Essa foi a minha primeira queda.

Em 2011, casei e aproveitei para estudar. Fui para uma pequena lua de mel de seis meses na Inglaterra. Lá, ficava pensando em como aumentar as minhas vendas sem ter que gastar muito com isso. Como fazer para ter um diferencial competitivo no mercado. Como fazer para reter os meus clientes e dar a volta por cima de tudo isso que tinha acontecido com um programa que passei dois anos estudando.

Foi quando, parado dentro de um ônibus, olhando para duas lojas ao meu lado. Vi um cliente saindo da loja A e entrando na loja B. Neste momento veio um insight: “calma ai, e se a Loja A mandasse os clientes dela para a Loja B, e os clientes da Loja B mandasse os clientes dela para A…?” Isso faria com que eu aumentasse as minhas vendas, a minha lucratividade, rentabilidade e competitividade sem custos exorbitantes.

Comecei a lembrar de quantos empresários que conheço. Quantas empresas, quantos médicos, dentistas, arquitetos, engenheiros, pipoqueiros enfim… Naquele momento, percebi que poderia fazer um intercâmbio de clientes entre empresas e elevar o grau de fidelização: fidelizar os clientes dos meus parceiros à minha empresa e vice versa.

Depois de muito trabalho em cima do Parceria.com chegamos à conclusão de que isso seria uma nova empresa. E que não poderia ficar dentro do Grupo Netão neste momento, pois ganha escala de maneira muito rápida. Mas, para que isso aconteça, preciso me dedicar de corpo e alma para isso.

E, por votação da diretoria do Grupo, decidimos que isso seria uma empresa a parte.

Por que vocês decidiram fazer o piloto em Manaus?

Desde o início sabíamos que uma cidade grande como São Paulo não permite grandes falhas. E em questão de segundos tudo estaria perdido. Por isso, finquei o pé em Manaus – mesmo sendo contra a todos os que nos prestavam consultoria em SP e contra a diretoria do Grupo Netão.

Falava a eles: Aqui em Manaus eu posso errar e consertar o erro em seguida. Depois que já tivermos tudo rodando certinho, com todos os gaps resolvidos, levamos o modelo mais redondo para SP.

E, assim, foi feito. Hoje sabemos que foi a medida mais correta tomada.

Você pode falar um pouco sobre o ecossistema de startups em Manaus?

Em Manaus este ecossistema de startups está apenas começando. Enquanto em SP esse ecossistema está caminhando bem e com suas próprias pernas, em Manaus estamos apenas começando a engatinhar. Há várias empresas buscando uma oportunidade. O que falta é o incentivo daqueles que podem ajudar.

Algumas pessoas estão trabalhando assiduamente para levarmos esse ar empreendedor para Manaus. Com a ajuda do Gabriel Benarrós da startup Ingresse, do Luís Eduardo do Trânsito Manaus, Fabio Marreiros da ServiceList e com o Arnaldo Rocha da NeoTrends estamos fomentando o empreendedorismo em nossa cidade.

É claro que muita coisa ainda tem que acontecer. É questão de tempo para que a cultura empreendedora se fortaleça em Manaus. Estou trabalhando para levar todo o conhecimento adquirido em São Paulo para compartilhar com os Manauenses. Temos grandes potenciais, precisamos apenas de um “empurrãozinho“.

Quando você decidiu pela vinda para São Paulo?

Tudo foi muito rápido. Estamos sendo assessorados por mentores aqui de São Paulo. Quando eles viram nossas métricas: número de empresa aderente, número de usuários e nosso faturamento nos três primeiros meses de operação em Manaus, eles nos intimaram a vir para São Paulo.

Em três meses, tivemos mais de 190 empresas, aproximadamente 3.000 usuários, e um faturamento de aproximadamente R$ 60.000. Não esqueço da frase de um deles: “Antônio, Manaus é um bairro de São Paulo. Se você quiser crescer e, crescer rápido, você tem que vir para cá. Caso contrário, é melhor pararmos por aqui nossa relação.”

Confesso que fiquei chateado, mas era uma coisa boa. Era uma chateação empolgante! E, assim, em questão de 4 dias estávamos em São Paulo preparando para trazer a operação para esta cidade incrivelmente dinâmica.

O que o Parceria quer fazer em São Paulo?

O Parceria.com tem apenas um objetivo em São Paulo: Ganhar escala o mais rápido possível. Uma vez estruturado a operação São Paulo e Manaus estamos com o planejamento para alcançar as principais capitais brasileiras até o início de 2015.

E São Paulo nos dá a visibilidade necessária para alcançarmos nosso objetivo.

Vocês tiveram seed funding? Estão buscando investimento?

O Parceria.com teve um investimento semente de empresas locais e também do meu próprio capital.

Estamos buscando em São Paulo investidores para acelerar este crescimento. O Parceria.com está buscando o “smart Money” para que abra as portas e facilite ainda mais nossa entrada no Mercado Nacional somado a um investimento que nos faça alcançar as principais capitais brasileiras.

Você pensa em entrar em aceleradora?

Sim. Estamos checando as melhores oportunidades para o Parceria.com. Estamos em contato com umas duas aceleradoras, mas até o presente momento nada foi formalizado.fbf Eoaxz  co

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