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Apostar na marca própria é o objetivo final do e-commerce?


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A Tricae está certamente entre as maiores e-commerces brasileira de artigos infantis. E poderia se contentar com esse posto, que não é ruim, longe disso, mas anunciou uma marca própria e com menos de dois meses de estreia, já representa 6% das vendas.

A empresa surgiu no fim de 2011 e hoje já é o maior site voltado para o público infantil segundo Juliana Duarte, co-fundadora da Tricae. Apesar de ser focado em vestuário, a empresa também possui móveis infantis e itens para as mães.

Juliana conversou com o Startupi e contou mais sobre o processo de investir numa marca própria.

Depois de consolidados como revendedora vocês iniciam agora venda de marca própria. Isso sempre foi um projeto?

Quando a gente começou não pensávamos na marca própria. Começamos como um varejista online de produtos infantis. Quando surgiu a estratégia da marca própria, queríamos produtos acessíveis, com uma qualidade boa. Queríamos o fast fashion: rapidamente criar uma coleção. No primeiro ano de empresa estávamos entendendo o mercado e os produtos, não era hora para uma marca própria.

Como surgiu a ideia?

A gente observe muito as lojas de e-commerce lá fora. Olhamos a alemã Zalando, do grupo Rocket, do qual também fazemos parte, e a inglesa Asos, que também começou como e-commerce e depois foram para a marca própria. A gente percebeu que era uma tendência mundial e a gente não podia ficar de fora.A partir disso fomos pensar e vemos que falta uma gama de produtos para a mãe, por exemplo. Então no começo deste ano contratamos uma pessoa para tocar a marca própria e tinha vindo dessa área da C&A. Ela criou a marca Tricae e já temos resultados surpreendentes.

A margem de lucros é maior nas linhas próprias e esse foi o foco?

Aumenta um pouco a margem de lucro, mas o que tem aumentado muito é a venda. Não estamos ganhando uma margem muito mais alta, o que queremos mesmo é oferecer um produto que gire rápido, que as mães comprem e em duas semanas venda tudo.

Quanto tempo vocês demoraram para desenvolver a própria linha?

A ideia surgiu no ano passado. Uns quatro meses até tirar a ideia do papel, mais cerca de dois de desenvolvimento. Hoje temos várias coleções estruturadas e já vir com a marca propria 100%.

Vocês acham que a marca próprio é o caminho? Os empreendedores devem investir nas revendas para crescer, mas devem pensar sempre numa produção própria?

Hoje eu acho que sim. Você tem que aprender sobre o produto e sobre o mercado antes. A não ser que você já tenha esse conhecimento, é legal você aprender e estar com marcas reconhecidas, mas hoje vejo a marca própria fundamental.

É uma maneira de vender o seu e-commerce também, no sapatinho, na roupinha. É um investimento de marca. Essa estratégia solidifica a marca e é uma estratégia fundamental para e-commerce não só de moda, mas também de móveis e objetos.

As vendas aumentaram quanto desde que vocês lançaram a linha própria?

As vendas desde a marca própria aumentaram 25%, mas não dá para dizer que é só por causa da marca, já que temos um crescimento normal. Mas hoje a marca própria representa 6% das nossas vendas.

Que conselho vocês dão para quem quer empreender com uma marca própria?

Do meu ponto de vista, você tem que contratar as pessoas certas. Tem que contratar as pessoas que entendam de produto e uma pessoa que entenda de tendência. É importante investir nessas pessoas e aí você consegue desenvolver essa rede da marca própria. No nosso caso, foi fundamental ter as pessoas certas.

(P.s.: A foto de chamada é a capa do livro Estratégia de Marcas Próprias, publicado pela Harvard Business School Press, escrito por Nirmalya Kumar e Jan-Benedict E. M. Steenkamp e lançado em 2007. O livro tem tradução para o português e custa, em média, R$85,00 )

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