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Cartão amarelo para o investimento em tecnologia na Copa 2014


As preocupações para deixar tudo pronto para a Copa das Confederações, a ser sediada em junho no Brasil, e também com a Copa do Mundo de 2014, vão além de infraestrutura, serviços e estádios. Os problemas também ocorrem no suporte de serviços tecnológicos aos turistas, como aplicativos mobile e sites com traduções em outras línguas.

Faltando pouco mais de um mês para a Copa das Confederações, não há nas lojas de aplicativos Google Play e App Store qualquer dispositivo com informações sobre as sedes, jogos, turismo, hospedagem e transportes. Apenas a cidade de Salvador conta com essa ferramenta. No mês de março, o Escritório Municipal da Copa do Mundo Fifa 2014 lançou o aplicativo Salvador Cidade Sede, com informações completas sobre os jogos na capital baiana, pontos turísticos, transportes, guias, estádio e notícias. As outras cinco cidades sedes (Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Rio de Janeiro e Recife) não contam com esse tipo de plataforma.

Outra falha cometida pelos governos federal e estaduais é a falta de informações exatas sobre transporte e rede hoteleira com infraestrutura suficiente para o recebimento de turistas. No próprio site do Ministério do Turismo sobre a Copa do Mundo há outra falha mais grave: o portal não tem tradução para inglês ou espanhol.

Mesmo com riscos de atrasos na entrega dos estádios e de obras de infraestrutura, a África do Sul ofereceu todo o suporte tecnológico necessário aos seus turistas na Copa de 2010. Quem foi ao evento no país há cerca de quatro anos pôde contar com vários dispositivos acessíveis com todas as informações necessárias aos turistas e em mais de uma língua. Além da preocupação do governo da África do Sul, emissoras de televisão e outras empresas disponibilizaram aplicativos e portais mobile com notícias sobre o evento, estádios, pontos turísticos, transporte e serviços. Até emissoras brasileiras tinham apps sobra a Copa da África com esse perfil.

O maior problema que as empresas de tecnologia e profissionais da área podem enfrentar para suprir essa necessidade aqui no Brasil é a falta de tempo. O desenvolvimento de um site em duas línguas e com todas as informações úteis aos turistas pode levar em média 60 dias para ficar pronto, fora os prazos para aprovação de orçamento e licitação. No caso de aplicativos mobile, a situação não é muito diferente. Segundo o Guilherme Reis, CEO da Sapiens Solutions, essa ferramenta pode demorar até 180 dias pra ficar pronta e o processo passa por muitos entraves. “É preciso convencer o empresário de que ele precisa disponibilizar informações para os turistas em diversas plataformas e em vários idiomas. Na Sapiens Solutions já temos alguns clientes que solicitaram adequação de seus sites para múltiplos idiomas, mas esse número ainda é pequeno”, comenta.

Guilherme também acredita que o governo não está dando suporte necessário aos empresários que querem investir para as copas e que esses profissionais estão morosos e sem ações. “O grande problema hoje é a falta de conscientização dos empresários sobre a necessidade de se investir em ferramentas voltadas para o turismo. Falta conhecimento e informação específica para os empresários. Informação esta que deveria ser dada pelo Ministério do Turismo, pelas secretarias de turismo e também pelas câmaras de dirigentes lojistas de todo o país, ou pelo menos das cidades que vão sediar jogos. Se o empresário soubesse mais sobre o que o turista espera encontrar de informação na cidade, talvez ele tivesse mais interesse em investir. Não se trata de uma despesa adicional com o site ou aplicativo, mas sim um investimento no turismo que trará mais frutos para a empresa, para a cidade e para o país”, completa.

Via Bolacha Comunicação.

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