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Novas opções para registrar domínios no Brasil e no mundo


Novas opções para registrar domínios no Brasil e no mundoCom cerca de 20 anos de história de internet comercial, é fato que os nomes valiosos para as extensões de domínio atuais estão quase todos ocupados. Na hora de criar um site, é complicado achar um domínio disponível nas extensões mais populares – no caso do Brasil, .com.br ou .com.

Nos primórdios da internet – e até hoje, na verdade – a revenda de domínios foi um negócio muito lucrativo. Registrar vários nomes genéricos como euamovoce.com.br ou querocarinho.com a preço de banana e esperar alguém realmente interessado no nome para “meter a faca” e cobrar preços absurdos sem oferecer nenhum serviço, apenas pelo fato de ter “chegado primeiro”. Na época que trabalhei na startup Power.com (a velha Power Scrap do Orkut), lembro que pagávamos milhares de dólares mensalmente para alugar (isso mesmo, alugar!) o domínio power.com.

Algumas regulamentações criadas pelas instituições que gerenciam os domínios inibiram um pouco a prática. No Registro.br, por exemplo, se um nome for muito disputado, como o domínio comedia.com.br, e nenhum interessado apresentar provas de que possui uma empresa instituída com este nome ou uma marca registrada, ninguém leva o domínio para casa.

Outros fatos curiosos também rondam o mundo dos domínios. As ilhas de Tuvalu, na Polinésia, são responsáveis pelo registro de domínios .tv. Muitas empresas ligadas à televisão e entretenimento se interessaram no registro dos domínios de Tuvalu e esta se tornou uma das maiores fontes de renda do arquipélogo. Porém, diversos sites de caráter pornográfico registraram o domínio .tv e muitos habitantes de Tuvalu, a maioria cristãos, se sentiram mal por terem sido beneficiados diretamente por esta indústria.

Toda esta introdução é para falar de algumas novidades que surgiram no mundo dos domínios este ano. No mês passado, a Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (Icann), organização que administra a infraestrutura técnica da rede mundial de computadores, revelou que foram feitos pedidos para criação de 1.409 novas extensões de domínios de primeiro nível.

A maioria deles vêm dos Estados Unidos, Canadá e Europa. Alguns gigantes da internet, como Amazon e Google, solicitaram a criação de extensões como .cloud, .buy e .book. Iniciativas brasileiras fizeram 11 pedidos e no ano que vem domínios terminados em .bom, .final, .ltda ou .rio, por exemplo, poderão ser liberados.

Para obter estas extensões, porém, os interessados em gerir os registros dos domínios terão que pagar cerca de US$ 185 mil, além do pagamento de uma cota anual de US$ 25 mil. Resta esperar para saber quanto custará para o consumidor final registrar domínios com estas novas extensões.

Uma outra novidade para o mercado brasileiro foi anunciada recentemente. O Registro.br enviou uma newsletter para todos os usuários do serviço divulgando que, a partir de 5 de julho, o domínio de primeiro nível .eco.br estaria disponível para registro. Assim, instituições com o foco em iniciativas relacionadas à proteção do meio ambiente poderiam se destacar através de um novo domínio.

No mercado brasileiro de domínios, onde o .com.br representa 87% dos domínios registrados por empresas, será necessário esperar para ver quais serão os reais impactos de todas estas novidades. Será que isso afetará de algum modo o hábito dos usuários de internet ou a maneira como o Google indexa as páginas? Comente e conte pra gente.

Por Alessandro Dórea, especialista em marketing digital na BaseKit.

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