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SM: produtividade ou procrastinação?


Na semana passada, no último dia do Social Media Week, em vez de as atividades serem concentradas em um único espaço (no Senac Santo Amaro), várias empresas e agências organizaram ações em suas sedes, espalhadas por São Paulo – SMW/Shared. A Sixpix, empresa organizadora do evento e que abriga a ResultsON,  também organizou um papo e contou com a participação de todos os responsáveis por suas plataformas.

Como temos falado bastante sobre o assunto por aqui, fui convocado pelo pessoal da Sixpix para conversar com o público sobre o tema “Gestão x Mídias Sociais: Produtividade ou Procrastinação?” Mas, na verdade, propus uma mudança no foco do tema: por que em vez de colocarmos produtividade e procrastinação em lados opostos, não colocamos essas características lado a lado? Ou seja, podemos falar em produtividade E procrastinação, porque acredito que somos mais produtivos quando procrastinamos.

 

No meio do ano, o vice-presidente do Facebook na América Latina, Alexandre Hohagen, deu uma entrevista ao Link, Estadão, e disse que internet e rede social é algo que já faz parte do dia a dia das pessoas, ajudando do lado da produtividade, comunicação e informação, e que não faz o menor sentido a proibição delas nas empresas, que seria a mesma coisa que acontecia antigamente quando empresas impediam seus funcionários de usar o telefone.

É bem provável que, para muitos de vocês, a ideia de bloquear uma rede social no ambiente de trabalho parece um absurdo, portanto, é o que acontece na grande maioria das companhias. Esse infográfico, mostra parte de uma pesquisa produzida pela Proksauer, onde é possível visualizar – a nível global – como as empresas estão lidando com essa questão, de liberar ou não, as redes sociais. Vejamos:

– 70% das empresas ainda bloqueam as redes sociais;

– 55% precisam respeitar um código de conduta e;

– 44% delas são monitoradas tanto pelo que elas publicam durante o expediente como fora, ou seja, as empresas têm consciência de que todo funcionário, de uma certa forma, é representante de uma marca.

Algumas razões

Nossas vidas, profissionais e pessoais, estão cada vez mais integradas e aquilo que você diz, seja no fim de semana, mesmo que não tenha nada a ver com o que você faz, pode trazer uma mensagem negativa pra uma marca (correndo riscos de demissões). Aliás, essa é uma das principais razões que levam as empresas a bloquearem as redes sociais: receio de que seus funcionários publiquem conteúdo que não condiz com os princípios da empresa para qual trabalham, com medo que sofram algum tipo de boicote, e medo que seus colaboradores vazem informações confidenciais.

Além dessas razões, as empresas não olham com bons olhos o fato de terem seus funcionários  resolvendo questões pessoais, fazendo compras online ou assistindo vídeos no Youtube. Um outro fato interessante é o alto número de colaboradores que cogitariam abandonar seus empregos, caso as redes passassem a ser bloqueadas. E isso nos dá uma perspectiva de como essas mídias estão inseridas nas vidas dessas pessoas e da importância que elas têm, tanto na vida pessoal quanto na profissional.

Agora, porque tantas pessoas largariam seus empregos? Por que que é tão importante que elas acessem as redes no trabalho? A resposta parece simples à medida que a gente segue uma linha de raciocínio óbvia: também temos a necessidade de se comunicar com pessoas fora do nosso ambiente de trabalho. Não vivemos dentro de quatro paredes e o mundo não para enquanto trabalhamos. Somos seres sociais, que têm essa necessidade de conversar e de compartilhar as nossas experiências, inclusive, durante o trabalho.

O outro lado

O melhor disso tudo é que não sou eu quem está afirmando todas essas coisas. Toda semana, em alguma parte do mundo, sai uma nova pesquisa dizendo que funcionários que trabalham com as redes sociais são mais produtivas que aquelas que são impedidas de utilizá-las. Uma das pesquisas da Universidade de Melbourne, mostra que 70% das pessoas que utilizam as redes sociais são em torno de 9% mais produtivas que as que não acessam. Isso quer dizer que aquele cara que está trabalhando num relatório e para a cada cinco ou dez minutinhos para acessar uma rede social (seja para assistir um vídeo, xeretar no Facebook ou checar a timeline do Twitter – atividades fora do contexto profissional) desenvolve melhor o trabalho que aquele outro cara que está fazendo o mesmo trampo sem se desligar, sem desviar sua atenção um só minuto.

Essa linha de raciocínio faz parte de um conceito que se chama ócio criativo, que, falando de maneira bem simples, insiste em você fazer pequenos breaks/pausas durante o expediente e realizar uma atividade que não tenha nada a ver com o seu trabalho. Esse conceito afirma que quando você voltar para a sua tarefa, depois de alguns minutos, você vai estar muito mais focado que anteriormente. E à medida que as empresas reconhecem isso, as mídias sociais passam a ser vistas de uma maneira diferente, ou seja, o que antes era negativo se torna positivo.

Mas como fazer, então, para que as pessoas comecem a utilizar as mídias sociais a seu favor? Acredito que o primeiro passo é ter um bom conhecimento da ferramenta. Quando sabemos o que elas têm a oferecer, podemos saber em que ponto elas podem nos auxiliar. O Facebook, por exemplo, criou o Branch Out, que é uma rede profissional dentro do Facebook (uma rede dentro da rede); o Twitter permite que você crie listas (você pode ter uma lista profissional ali); o Orkut tem as suas comunidades,… e por aí vai. Além disso, podemos destacar:

– Comunicação mais eficiente: devido às suas facilidades, fica mais fácil de você recorrer a outros profissionais. Hoje em dia, estamos a 140 caracteres de distância de qualquer CEO de grande empresa, de um consumidor, de um profissional que trabalha na sua área e lida com as mesmas tarefas que você.

– Crowdsourcing: as mídias sociais despertam, de alguma forma,  um certo espírito de equipe, colaborativo, que fazem com que as pessoas queiram te ajudar.

– Networking: podemos utilizar as redes como um instrumento de networking, afinal de contas, se todo funcionário é representante de uma marca, nada mais justo que utilizé-las para promover a sua marca, certo?

Para finalizar, não tem como não “chover no molhado” e não dizer que as mídias sociais têm esses dois lados, que elas podes ser utilizadas tanto contra você como a seu favor, mas que é preciso bastante disciplina e bom senso para que você as utilize a seu favor.

Ou senão, caso você não seja um cara tão disciplinado assim, você pode instalar o Obtract, que é um serviço que mapeia e monitora quais são os sites que você mais frequenta durante o trabalho. Daí, toda vez que você for acessá-lo, ele vai te propor um puzzle/desafio que vai ficando mais difícil dependendo de quantas vezes você quiser entrar no site. Ou seja, quanto mais você acessa, mais difícil. E depois que vence o desafio, se ele perceber que já ficou muito tempo ali, ele bloqueia tudo e propõe um novo puzzle para você continuar. Por enquanto, só está disponível para Mac.

E você, como tem utilizado as mídias sociais?

 

Via RSS de ResultsON

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