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Empreendedorismo

O que é capitalismo consciente?

Capitalismo Consciente

O Capitalismo Consciente é uma nova abordagem para condução dos negócios que as melhores empresas do mundo estão adotando. Essas empresas são guiadas por um conjunto de valores que promove a prosperidade e a interligação de toda a cadeia de valor para atingir metas mais amplas de maneira justa e equilibrada.


O Capitalismo Consciente é uma nova abordagem para condução dos negócios que as melhores empresas do mundo estão adotando. Essas empresas são guiadas por um conjunto de valores que promove a prosperidade e a interligação de toda a cadeia de valor para atingir metas mais amplas de maneira justa e equilibrada.

O conceito vai além da responsabilidade social. É uma visão ampla da sustentabilidade. O Capitalismo Consciente existe para elevar o ser humano e se materializa à medida que é aplicado a pequenas, médias e grandes empresas, gerando relações de valor com harmonia e transparência, além de trazer uma visão humana para criar vínculos emocionais entre os stakeholders.

O tema é uma evolução dos modelos de gestão que se deu longo dos anos, em que o cruzamento dos benefícios socioambientais com os benefícios econômicos resulta em um valor compartilhado por toda a cadeia do abastecimento. Os pilares que fundamentam o conceito do Capitalismo Consciente são:

  • Propósito elevado: fortes valores que vão além do lucro e que inspiram, envolvem e energizam o empresário, bem como os colaboradores e consumidores, que, engajados, confiam e até mesmo amam essas empresas.
  • Cultura consciente: cultiva o amor e o cuidado e desenvolve uma relação de confiança entre os membros da equipe da empresa e seus investidores. Em algumas das empresas mais bem-sucedidas e amadas, a cultura consciente parece ser palpável, pois é baseada em confiança, integridade e transparência.
  • Liderança consciente: o papel do líder consciente é servir ao propósito da organização para buscar o que há de melhor em seus colaboradores, promovendo transformações positivas e agregando valor para consumidores e investidores.
  • Orientação para todos os envolvidos no negócio: empresas conscientes maximizam retornos para todos os envolvidos em seu negócio — colaboradores, consumidores, comunidade, governo e investidores — e entendem que, tendo todos envolvidos e engajados, é possível formar uma empresa forte, saudável e sustentável.

Alguns exemplos de como as empresas colocam em prática os pilares do Capitalismo Consciente:

John Mackey, da Whole Foods, varejista de alimentos naturais e orgânicos norte-americana, diz que o propósito deles é ajudar as pessoas a ingerirem alimentos mais saudáveis, educá-los sobre dieta saudável e estilo de vida, ajudá-los a viver mais tempo livres de doença e a terem mais vitalidade. Tal atitude eleva o engajamento dos colaboradores e os faz criar um ambiente de trabalho positivo e otimista em que todos sentem que seu trabalho tem um forte significado.

A Container Store, varejista americana especializada em produtos para a organização de casas e escritórios, construiu uma rede de sucesso não apenas baseada em grandes produtos, mas estruturada em alguns valores fundamentais e filosofias de negócios no tratamento de colaboradores, clientes e fornecedores com respeito e dignidade — valores que são trabalhados no dia a dia e que são primordiais para as ações de todos os membros da empresa.

A Southwest Airlines é hoje umas das companhias aéreas mais bem-sucedidas dos Estados Unidos. Seus colaboradores amam a empresa. Herb Kelleher, cofundador da empresa, acredita que o líder pode motivar muito mais os colaboradores através do amor e da confiança do que através do medo. E o que parecia ser, aos olhos de todos, uma ideia romântica tem dado bons resultados mesmo no difícil mercado de companhias aéreas.

Tony Hsieh, fundador da Zappos.com, varejista de sapatos que tem faturado 1 bilhão de dólares anualmente, tem como procedimentos operacionais padrão:

  • pagar 2 mil dólares para novos colaboradores pararem de fumar;
  • colocar toda a empresa, e não apenas um departamento, a serviço do cliente;
  • cultura da empresa como prioridade número 1;
  • aplicar a pesquisa da ciência da felicidade na administração do negócio;
  • ajudar os colaboradores a crescerem pessoal e profissionalmente;
  • procurar mudar o mundo e ganhar dinheiro.

É importante notar que essas empresas colocam esses pilares no âmago de cada decisão de negócios em vez de adicioná-los apenas mais tarde, como um programa para impedir críticas ou ajudar a gerir a sua reputação.

As empresas que praticam esses pilares estabelecem relações de ganha-ganha com todos os stakeholders, o que resulta em experiências excepcionais para os consumidores. Os resultados têm sido excelentes: menor turnover, custos menores, lucros maiores e crescimento sustentado.

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