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estonia paraiso dos empreendedores
Política e Economia

Estônia – O paraíso dos empreendedores?

Entenda como o sucesso da Estônia é mais um formidável êxito do livre mercado


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A Estônia é um pequeno país do leste europeu, com uma diminuta população, pouco superior a um milhão e trezentos mil habitantes. Um dos três países bálticos – juntamente com Letônia e Lituânia – esta nação minúscula tem se sobressaído como um dos grandes baluartes da livre iniciativa global, sobretudo no mercado digital. Mas como foi que a Estônia começou a trilhar o seu caminho em direção à prosperidade? O que eles fizeram de diferente, que nós podemos usar como exemplo?  

Como todos os países da região, a Estônia fazia parte da União Soviética. Quando o gigante vermelho entrou em colapso, no ano de 1991, a Estônia conquistou a sua independência, e começou a fazer história. No entanto, algo formidável aconteceu neste pequeno estado báltico, que não se repetiria em nenhuma das repúblicas constituintes da malfadada URSS. Os conselhos políticos de estado se encheram de pessoas jovens – democraticamente eleitas –, a maioria não tendo mais do que trinta anos de idade. Emergia deste cenário uma nova conjuntura política, liderada por uma geração comprometida com o futuro, e o mais importante, livre de todos os vícios característicos das mofadas oligarquias políticas que monopolizavam o poder nas nações da cortina de ferro. Pessoas jovens, enérgicas, cheias de vitalidade e iniciativa, tomaram o controle das rédeas do país, e o melhor de tudo – queriam se ver livres de todos os resquícios do socialismo soviético. Com uma vigorosa mentalidade de mercado, instituíram políticas de estado minimalistas, com pouca burocracia, regulações e impostos, com o objetivo de favorecer a produtividade, o estabelecimento de empresas e o livre comércio.

É possível que não estivessem escolha. Com um país pequeno – majoritariamente destituído de recursos naturais – os estonianos, para gerar riquezas e criar prosperidade, não tinham muitas opções às quais recorrer, a não ser abrir o mercado e a economia. Esta, no entanto, é uma estratégia que sempre funciona, e produz resultados positivos. Eles implementaram na prática todos os princípios do liberalismo econômico, e agora colhem os frutos desta sábia decisão.

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Inicialmente, o progresso foi lento. Mas com barreiras sendo gradualmente erradicadas, e um campo fértil para inovações, não demorou para o progresso e a prosperidade se estabelecerem em definitivo. Com um governo que não apenas apoia, mas fomenta a livre iniciativa com pouca regulação e burocracia quase inexistente, criou-se neste pequeno país um fértil e próspero ambiente empreendedor que não para de se expandir. Ao contrário de um país como o Brasil, na Estônia viver do estado é considerado vergonhoso. A mentalidade de “crie seu próprio negócio” é abundante, o que fez com que o empreendedorismo gradualmente ficasse impregnado ao DNA estoniano. Durante o ápice da recessão global que começou em 2008, no ano de 2010 o governo demitiu mais de 10.000 funcionários, políticos reduziram seus salários e obras de infraestrutura foram paralisadas. O desemprego subiu para 19%. E o que muitas das pessoas que eram funcionários públicos fizeram? Grande parte começou o seu próprio negócio. E em dois anos, o índice de desemprego havia caído pela metade, ficando em 8%.  

Considerada uma economia de alta renda pelo Banco Mundial – e com um orçamento controlado, que faz com que a nação tenha uma dívida pública insignificante – a Estônia é o típico país onde o futuro já chegou, e o negócio agora é expandir tudo o que foi conquistado. Sobressaindo-se nos mercados digital e de TI, a Estônia é conhecida por ser um ninho de startups, onde aplicativos virtuais são literalmente criados a todo momento. É lá que foi criado o Skype – o escritório da agência fica em Tallinn, a capital –, e o notório e-residency, uma facilidade incomparável que não existe em nenhum outro lugar do mundo, e que permite à você tornar-se um cidadão virtual da Estônia, estabelecer seu negócio digital por lá, e até mesmo criar uma conta bancária, através de uma plataforma que facilita transações comerciais internacionais, sem no entanto, funcionar como um paraíso fiscal.  

Há pouco mais de dez anos, a OTAN estabeleceu-se no país com um escritório dedicado exclusivamente ao combate de crimes cibernéticos, depois que a nação sofreu um ataque da Rússia. Apesar de alguns problemas domésticos, a prosperidade do pequeno estado báltico permanece coesa e irrefreável. Com o maior número de startups por pessoa em todo o continente, a Estônia é um dos países com o maior número de habitantes per capita com acesso à internet, o que é um direito garantido pela constituição. Com um pioneirismo singular no mercado virtual, o país conquistou o apelido de “Vale do Silício europeu”.
Evidentemente, não é só aí que a Estônia tem se desenvolvido. Outras indústrias, como a alimentícia, a eletrônica e a turística, também usufruem de uma invejável e próspera ascensão. Com facilidades que não existem em nenhum outro país do leste europeu, o que se construiu na Estônia foi o ambiente perfeito para a prosperidade e a expansão da livre iniciativa. A segurança jurídica e a facilidade de fazer negócios são atrativos incontestáveis para quem deseja criar e produzir, o que trouxe consigo o benefício adicional de muito capital e investimentos estrangeiros. Em um ambiente pacífico, onde o trabalho e o lucro não são vistos como algo imoral, o progresso e o desenvolvimento são uma realidade. A Estônia é mais um fantástico exemplo de que muito trabalho e pouca intromissão governamental na economia e no segmento produtivo da sociedade são elementos fundamentais para a aquisição de progresso e prosperidade.

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