Desde a infância, somos constantemente incentivados a ser mais sociáveis e comunicativos. Mas, em um mundo onde a introspecção é vista praticamente como uma falha de caráter, será que sobra espaço para os momentos de reflexão que realmente mudam nossas vidas? Essa pergunta foi feita por Susan Cain, autora do livro Quiet: The Power of Introverts in a World That Can’t Stop Talking, durante uma palestra realizada no último TED (veja o vídeo da apresentação abaixo – em inglês).
Introvertida convicta, Susan conta que, desde pequena, sentia certa culpa por não ser a garota mais falante ou carismática da sala. Uma pressão sentida por todos nós em algum momento, que pode ser aliviada pela constatação de que alguns dos maiores líderes, empresários e pensadores que conhecemos apresentam um histórico de grandes decisões tomadas após longos períodos de isolamento. Entre os exemplos citados na palestra está a trajetória de Ghandi, modelo incontestável de inspiração e ideias transformadoras.
É importante lembrar que, diferentemente da timidez – relacionada ao medo da condenação social –, a introspecção tem mais a ver com um estado de contemplação. É o nosso planejamento mental antes de partir para uma manifestação pessoal. Algo difícil de imaginar em um cenário cada vez mais imediatista, no qual a projeção de uma imagem de sucesso momentânea parece ser mais importante do que criar algo verdadeiramente relevante. Mas pensar um pouco antes de falar nunca fez mal a ninguém.