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A sua privacidade não é mais importante do que a oportunidade de criar a sua marca pessoal

Privacidade e internet

Gabriel Garcia Márquez sabiamente observou que todo mundo tem 3 vidas: uma pública, uma privada, e uma secreta.


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Gabriel Garcia Márquez sabiamente observou que todo mundo tem 3 vidas: uma pública, uma privada, e uma secreta.

Em uma época em que redes sociais são não apenas um canal de interação e conexão, mas sim de compartilhamento de experiências e de tudo mais que envolver o “universo do status” (o que você faz, aonde você está, o que está pensando, com quem está, etc.), as redes sociais correm o risco de se transformarem em uma mídia focada no ego das pessoas.

Nas mídias sociais, escolhemos a vida que transmitimos através de cada atualização em nossos canais, e mostramos, através de vídeos, fotos, compartilhamentos, aquilo que queremos passar para a outras pessoas.

A questão é: será que esses fragmentos digitais correspondem à mesma pessoa que eu, você e todo mundo conectado realmente somos?

Privacidade, por favor

Privacidade, por favor!

E, muito mais importante do que isso é: o que as pessoas que estão conectadas a você, direta ou indiretamente, tiram de tudo que você compartilha, mostra, exibe e fala?

Enquanto estamos empolgadíssimos querendo mostrar o quanto sabemos, o quanto somos bonitos e intelectualmente atraentes para o nosso vizinho de Facebook – aqui no Brasil abreviado amigavelmente por apenas “face” – estamos muito longe de entender o que tudo significa e qual o nosso papel dentro dessa brincadeira toda.

Se é que cumprimos um papel em alguma coisa.

Mas, como sou partidário de que, em muitas coisas cumprimos um papel de Truman, interpretado por Jim Carrey no filme “O Show de Truman”, é bem capaz que o nosso papel nessa brincadeira toda seja muito mais do que nossa foto de perfil.

E, pra começar, nós seremos a última geração a ter um conceito de privacidade como antigamente. A partir de hoje, a privacidade é algo que precisa ser ensinado e, porque não, matéria nas escolas.

Isso, porque, cada vez mais, o que publicamos, o que pensamos, o que fazemos online vai exigir cada vez mais cuidado. Até por que, estamos construindo um pequeno retrato de quem somos. E será que somos o que compartilhamos, conforme preconiza o livro “Você é o que você compartilha” do Gil Giardelli?

Se for assim, precisamos ter cuidado. Será que nossos perfis são uma janela para a alma?

A evolução da privacidade no Facebook

A evolução da privacidade no Facebook.

Você, na internet, é a grande estrela para o seu reality show online. No trailer de “A Rede Social”, um relato ficcional – mas vendido como baseado em fatos reais – sobre as origens do Facebook, uma versão de Creep, do Radiohead é cantada à capella. Um verso se destaca, que o: “eu quero que você perceba…” e é justamente nessa pequena frase que reside a inspiração para as redes socias.

E é aí que entra a conexão entre publicidade e privacidade (os 2 P’s dos negócios online que envolvem comunidades?).  Essa relação é impulsionada pela necessidade muito humana de aceitação, a negação da solidão e o pertencimento a uma comunidade.

Afinal, quem quer ser sozinho e isolado nesse mundo?

Nós estamos online, nas redes, com a esperança de ganhar atenção e conexão de nossos pares e dos amigos dos nossos amigos.

Queremos estar conectados, juntos e ligados não apenas a nossos amigos. Mas também aos amigos de nossos amigos, e qualquer um que quiser nos conhecer e qualquer pessoa que desejam saber mais sobre nós.

Mas, no fundo, somos vistos apenas pelos nossos avatares, nossas fotos, nossos dados de perfil, já que estamos por trás da configuração de nossa privacidade e, podemos escolher quem tem o direito de ver o que fazemos.

Assim, escolhemos, simplesmente, entre fazer um monólogo, ou fazer um monólogo, já que um diálogo é quando duas pessoas conversam em torno de um assunto, que é o que menos acontece – e é o desafio de todos nós.

Mas, as redes sociais são as grandes testemunhas das nossas experiências e das impressões que temos das coisas ao nosso redor e que escolhemos exibir para os outros fazerem juízo daqulo que somos.

Recebemos recompensa pelo engajamento, entre comentários, curtidas, retweets, mensagens, favoritos e até mesmo um aumento em nossa reputação no Klout.

Ao longo do tempo, nossa presença online pode variar de um simples usuário, que apenas marca presença online, até um influenciador – que deve ser a palavra do milênio nos negócios digitais.

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Enquanto os seres humanos forem – e sempre serão – criaturas sociais por natureza, vamos cada vez mais nos isolando offline, e entrando nas comunidades online.

As mídias sociais são uma valiosa ferramenta de aumentarmos o nosso diáologo online e, se bem utilizadas, offline também. Com isso criamos a possibilidade de expandir nosso gráfico social no mundo real – afinal de contas, nunca é tarde para conhecermos um amigo de Facebook ou Twitter no mundo aqui fora.

A economia social da publicidade e privacidade.

As mídias sociais têm grande poder na criação de uma marca pessoal

As mídias sociais têm grande poder na criação de uma marca pessoal.

Facebook e companhia limitada incentivam a participação e aumentam os aspectos da publicidade em troca de uma recompensa. Compartilhamos informações para ter uma recompensa. Curtimos para ganhar algo em troca.

Essa troca de informações servem como moeda para definir o quadro da economia social aonde o capital são ganhos de popularidade, influência e, por que não, publicidade.

Sam Lessin, fundador da Drop.io sabiamente percebeu esta mudança sócio-econômica quando afirmou: “a privacidade, antigamente era gratuita. A publicidade já foi caríssima. Agora tudo se inverteu: você tem que pagar um mix de dinheiro, tempo, capital social e muito mais se quiser privacidade”.

Movido por essa declaração, Jeff Jarvis, um famoso comentarista de mídia e autor de Public Parts observou: “uma vez tão abundante, a privacidade é agora escassa. Uma vez que com pouca publicidade tudo é abundante”.

Chegamos a um ponto em que precisaremos ensinar sobre privacidade. Agora, temos nela – a privacidade – uma necessidade desesperada. Precisamos de publicidade para construir nossa marca pessoal e para nos tornamos mais influentes para as pessoas que estão ao nosso redor.

Na economia social, o capital precisa ser medido por meio a nossa publicidade pessoal, o valor de nossa marca e tudo aquilo que aumenta a nossa influência.

Agora, você precisa escolher.

Isso mesmo, você ainda tem o poder de escolher entre criar a sua marca pessoal e atrair publicidade para si mesmo, ou se isolar na sua privacidade.

Você constrói um espaço público. Um espaço aonde as pessoas esperam ter informações sobre você. O espaço não é seu, da sua empresa, ou da sua mãe. O espaço é de quem visitar o seu perfil. Ele é uma mídia – publicitária – para vender um produto – o você.

O que você diz nesse espaço público digital será encarado como verdade e como a sua opinião pelo mundo. O que você opina, divulga e mostra, será encarado como a sua personalidade por aqueles que estão a sua volta.

A dúvida é: o que você vai fazer com isso, sabendo dessas informações?

O grande questionamento que precisamos propor aqui não é sobre a privacidade online e a sua publicidade – que pode ser gratuita –, mas sim sobre a maneira com que você utiliza esse espaço para promover VOCÊ!

O que o “você ideal” das redes sociais deveria compartilhar? Qual a imagem que uma pessoa quer passar sobre ela nas redes sociais? Qual é a publicidade que você quer fazer sobre você mesmo online? A pessoa que apenas adora sexta-feira, baladas e viagens, ou uma pessoa que só pensa em farra?

O que você deveria compartilhar nas redes sociais?

O que você deveria compartilhar nas redes sociais?

Estamos apenas no começo.

Pense assim: se você tivesse ganho um espaço de 15 segundos no intervalo da novela das 21h na Globo, você iria dizer o que? Iria comemorar a sexta-feira, a Oktoberfest, ou ia mostrar um outro lado, exaltando os seus melhores adjetivos e enfeitando pavão?

Então, por que diabos você acaba caindo nessa armadilha nas redes sociais.

A vida não é sobre encontrar a si mesmo. A vida é sobre a criação de si mesmo. George Bernard Shaw.

Esse artigo foi inspirado por um belo estudo do Brian Solis, em um artigo americano, o The Erosion of Privacy and the Rise of Publicness…and why it’s a good thing e eu utilizei a essência das ideias dele pra escrever esse artigo, que tem muito do que eu penso sobre as oportunidades de criação da nossa marca pessoal.

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