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ONGs trabalham geração de renda em comunidades carentes


 Brasília – Nos últimos anos, as Organizações Não Governamentais (ONGs) ampliaram sua atuação e têm demonstrado forte crescimento. Com recursos das mais variadas origens, as ONGs vêm possibilitando a inserção de camadas sociais e cumprindo uma tarefa complementar às atribuições do poder público, contribuindo para a construção de políticas públicas. 

Segundo a  Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), existem hoje cerca de 300 mil em todo país. No combate à pobreza, centenas de entidades atuam em projetos de capacitação, promovem a inclusão produtiva e realizam ações para a melhoria da educação, inserção dos jovens no mercado de trabalho, proteção ao meio ambiente, segurança alimentar, economia solidária, e busca pela sustentabilidade.

Um trabalho que ganhou notoriedade foi o projeto ‘Ação da Cidadania’, criado em 1993 pelo sociólogo Herbert José de Sousa – o Betinho, que ficou conhecido em todo o Brasil pela atenção às pessoas em situação de insegurança alimentar. Betinho, falecido em 1997, tornou famosa a expressão “quem tem fome, tem pressa” e fez dela o fundamento para a ‘Ação da Cidadania’.

O coordenador de Ações Sociais do projeto, João Costa Batista, diz que esse paradigma mudou porque o governo assumiu a questão do combate à fome. “Hoje, o esforço é voltado à capacitação para o trabalho e geração de renda”, define.

Educação

A educação é uma área em que a ação das ONGs é muito presente. A Care Brasil estimula a leitura, a educação ambiental e a geração de trabalho e renda. Para a instituição melhorar os padrões da educação é um forte argumento para a obtenção de emprego.

“Há dez anos atuamos com o papel específico de levar as chamadas tecnologias sociais aos lugares mais remotos ou com grande população de excluídos, para que esses territórios possam enriquecer e melhorar a vida das comunidades”, afirma o diretor-executivo Markus Brose. A ONG atua em áreas rurais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste (Acre, Bahia, Goiás, Maranhão, Piauí e Tocantins), e na periferia do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Solidários

O Centro Nacional de Formação em Economia Solidária é uma iniciativa da Cáritas Brasileira, com apoio da Igreja Católica, presente em cinco regiões do país – Belém (PA), Recife (PE), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG) e São Leopoldo (RS). O centro forma educadores para atuar com a economia solidária, fortalecendo as economias locais e a inclusão social.

Segundo o assessor da Cáritas, Jaime Conrado, a economia solidária é um dos pontos mais importantes para a inclusão social. “Ela se caracteriza pela autogestão, ou seja, pela autonomia de cada unidade ou empreendimento e pela igualdade entre os seus membros”, afirmou. A Cáritas, presente em 165 países, está no Brasil desde 1956 e trabalha, entre outras ações, com catadores de recicláveis – mais de 5,7 mil trabalhadores dessa atividade já foram atendidos.

O desenvolvimento de trabalhos de geração de renda e cidadania é o que mais mobiliza pessoas. Um dos exemplos de sucesso de inclusão produtiva vem dos catadores de materiais recicláveis de Belo Horizonte. Depois do esforço para conquistar o reconhecimento da atividade e a regularização do trabalho, foi criada a Associação dos Catadores de Papelão e Material Reaproveitável (Asmare), que tem hoje 200 catadores regularizados.

A coordenadora de projetos da Asmare, Flávia Gonzaga, explica que o objetivo principal é a geração de emprego e renda para moradores de rua, desempregados, excluídos e mendigos. “Hoje os catadores passaram da situação de assistidos para a condição de trabalhadores. E assim podem sustentar suas famílias sem depender de caridade”, conclui Flávia Gonzaga.

Serviço
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