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Destaques

Por que votarei em Jair Bolsonaro

Bolsonaro se destacou como um dos poucos políticos no Brasil que não estão envolvidos em esquema de corrupção.


Nos últimos vinte anos, as eleições no Brasil foram disputadas por dois principais partidos: um comunista (PT) e outro social-democrata (PSDB), ambos de esquerda. O que é um fenômeno interessante e assustador, uma vez que o país possui um povo que é predominantemente conservador. O Brasil é o país com o maior número de católicos no mundo, de acordo com o Anuário Pontifício de 2017 e o Anuarium Statisticum Ecclesiae de 2015, mas vive uma crise de representatividade tão grande que pode ser constatada pela inexistência de um único partido político conservador, de um canal de TV conservador ou de uma rádio conservadora.

De acordo com uma recente pesquisa da Record TV/Real Time Big Data, a tríade de temas principais que dominam o debate político nacional e que permitem definir o Brasil como um país conservador tem a seguinte proporção: 70% dos brasileiros são contra a legalização do aborto, 64% se opõem à legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, 74% se opõem à legalização da maconha. São dados que estão de acordo com a prevalência de uma população majoritariamente cristã no território.

Os dados ficam mais interessantes quando vemos que 65% dos brasileiros entrevistados querem que o próximo presidente da República seja homem, 41% que ele tenha entre 50 e 60 anos, 73% querem que o próximo presidente seja branco, 89% que ele acredite em Deus, 53% que ele venha de família pobre, 80% querem que ele tenha experiência política, 77% querem que o próximo presidente tenha formação universitária e 85% que ele não seja investigado por corrupção. Após ler esses dados, qual o primeiro nome que vem à sua mente? Eu só consigo pensar no nome de Jair Messias Bolsonaro.

Bolsonaro se define como cristão. Apesar de dizer que é um católico que frequentou a igreja Batista por mais de dez anos, ele diz que sua religião é Deus. Esta definição trás consigo suas bandeiras e o faz se enquadrar quase que completamente nos anseios da maioria dos brasileiros e que foram descritos acima. O Brasil não teve, nas últimas eleições, um candidato que pudesse ser chamado de conservador e de direita ao ponto de que tivesse real e verdadeira chance de representar esses valores numa disputa eleitoral. O mais próximo que chegamos disso foi com o falecido Enéas Carneiro, guardadas as devidas diferenças e proporções.

Na mesma pesquisa da Record TV, vemos que 92% dos brasileiros defendem a redução da maioridade penal, bandeira cujo principal representante na Câmara Legislativa, como deputado federal, é o próprio Bolsonaro. Bolsonaro também é contra o Estatuto do Desarmamento, lei antidemocrática que não respeitou o referendo de 2005, em que 63,94% da população disseram ser a favor do comércio de armas. Bolsonaro é capitão reformado do Exército brasileiro, que, segundo a Associação Brasileira de Consumidores (Proteste) de 2016, é a primeira instituição no ranking de confiança dos brasileiros.

O fenômeno Bolsonaro, apesar de ser prematuro e incompleto, é o princípio da quebra desse monopólio de disputas presidenciais entre candidatos progressistas e esquerdistas. Bolsonaro é um fenômeno prematuro porque as bases e instituições culturais que deveriam alçar um candidato conservador à presidência e sustentar seu virtual mandato ainda não estão prontas (temos apenas o povo disperso); e é um fenômeno incompleto porque seus posicionamentos pessoais não estão completamente alinhados aos valores conservadores e de direita que o povo emana e anseia por representação.

Mas são pequenos detalhes – como a questão do controle de natalidade, seu histórico tecnocrata positivista proveniente de sua formação militar e sua defesa de determinados fatos e situações do regime militar que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985 – que podem ser ajustados e não são significativos ao ponto de comprometer sua candidatura e mandato. Sobre a questão da defesa do livre mercado e do liberalismo econômico, Bolsonaro está fechado com o economista Paulo Guedes, que é formado pela Escola de Chicago e considerado o melhor economista do Brasil.

A ascensão de um candidato conservador é algo que PT e PSDB não esperavam. Os maiores escândalos de corrupção da história do planeta, conhecidos por Mensalão e Petrolão, deixam claro que os políticos comunistas, socialistas e de esquerda tinham plena convicção de que poderiam comprar qualquer político para depois acusá-lo de corrupto, caso ele se tornasse um perigo aos planos da organização criminosa. Mas Bolsonaro não se deixou comprar e se destacou como um dos poucos políticos no Brasil que não estão envolvidos em esquema de corrupção.

Bolsonaro foi citado na suprema corte pelo então ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, por não ter recebido qualquer quantia no Mensalão, e foi citado também pelo doleiro Alberto Youssef, em depoimento, como um dos poucos que não recebeu propina do Petrolão. Estes dois esquemas de corrupção são considerados os maiores do planeta, com mais de quinhentos parlamentares envolvidos e investigados.

Tudo bem que Barbosa e Youssef são duas figuras que não gozam do total prestígio das pessoas conservadoras e que estão mais atentas às biografias de ambos: o primeiro por seus votos progressistas em questões de importância como o aborto e cotas raciais, e o segundo por ser uma figura lombrosiana. Mas as declarações deles têm um forte peso, dado o contexto em que estão inseridas. Jair também esteve presente em uma audiência pública com Fernandinho Beira-mar, e este disse que conhece Bolsonaro e seus posicionamentos, e que Jair não tem rabo preso na política, o que permite ao deputado não fazer demagogia quando defende propostas duras contra o crime.

Bolsonaro foi o único político que teve coragem de explicar de forma clara para o povo – numa linguagem que até um esquerdista entende – que aquilo que se convencionou chamar eufemisticamente de “governabilidade” nada mais é do que a compra de votos, a prática de conchavos, a distribuição de verbas de emendas parlamentares em troca de votos, a rifa de comando em ministérios, que culminam na corrupção propriamente dita. Essa é a forma de governo que impera no Brasil desde o golpe que deu fim ao Império, e a forma que domina o cenário político principalmente após a tal da “redemocratização”, que se deu ao fim ao Regime Militar.

Em toda entrevista que concede, Bolsonaro diz que, se for pra fazer igual aos outros presidentes que foram eleitos anteriormente, ele prefere nem disputar as eleições presidenciais. Bolsonaro é o deputado mais odiado por parlamentares de esquerda, os mesmos que estão envolvidos até o pescoço com o esquema de propina chefiado pelo PT. Bolsonaro trocou de partido mais vezes do que um militante do PSOL deixa de tomar banho em um ano, justamente porque ele não segue as ordens e determinações dos líderes na hora de votar.

Não existia um único partido político que pudesse ser chamado e considerado “de direita” no Brasil, e essa situação só mudou quando Bolsonaro foi para o PSL, com poderes para fazer mudanças no partido, expulsando a ala libertária (LIVRES), voltando ao social-liberalismo e com planos de transformá-lo em um partido conservador. Mesmo numa época que não tinha o conhecimento e embasamento teórico, tropeçando algumas vezes ao longo de sua carreira pública, meio desalinhado em relação ao conservadorismo e um pouco perdido sobre o que seria o lado direito do espectro político, Bolsonaro manteve sua independência e liberdade de consciência – o que já o coloca como uma das melhores opções disponíveis no mercado político.

Bolsonaro foi voto vencido dezenas de vezes ao ser contra projetos progressistas, mas também ganhou muitas outras batalhas, como no caso do malfadado “kit-gay”, que seria distribuído para crianças nas escolas. Suas dezenas de projetos de lei não foram aprovadas justamente porque ele nunca recorreu às práticas ilícitas necessárias ao corriqueiro processo político brasileiro, mantido através de corrupção. Aqueles projetos de Bolsonaro que foram aprovados tiveram que ser apresentados por outros parlamentares, alterando o nome do autor, para driblar a censura e boicote dos outros parlamentares.

Para barrar uma vitória de Bolsonaro nas eleições presidenciais, PT e PSDB farão de tudo. Com a vitória de Trump nos EUA, os blocos que disputam o poder global sofreram um duro golpe e hoje amargam enormes prejuízos. A esquerda brasileira não quer que o que ocorreu nos EUA se repita aqui no Brasil e que isso atrapalhe seus planos.

Se existe um motivo para o voto no Bolsonaro e que poderia ser chamado de “motivo de força maior”, seria aquele que apela à seguinte constatação: se não for Bolsonaro o vencedor, será o Foro de São Paulo. Este é um argumento que tem um caráter coercitivo poderoso, mas só atinge aqueles que estão familiarizados com o debate político que leva em consideração as análises geopolíticas e as ações dos blocos internacionais e supranacionais que disputam o poder global na Nova Ordem Mundial.

O Foro de São Paulo é uma entidade supranacional que foi fundada por Lula e Fidel Castro para implantar o comunismo em países da América Latina; para, segundo suas palavras, “resgatar o que foi perdido no Leste Europeu” (sic). O Partido dos Trabalhadores, assim como vários outros partidos, como o PDT de Ciro Gomes, é submisso a essa organização estrangeira que viola a soberania do Brasil, o que é ilegal de acordo com a lei eleitoral brasileira (Artigo 28 da Lei dos Partidos).

Nosso país tem o papel de enviar recursos para as outras republiquetas bolivarianas da América do Sul, para salvar o socialismo nesses países. Trabalhamos e pagamos impostos para financiar ditaduras comunistas como Cuba e Venezuela, além de bancar obras na Argentina, na Bolívia, Colômbia, etc. Bolsonaro é o único candidato com chances reais de vitórias que bate de frente, denuncia e combate o Foro de São Paulo.

Diferentemente de muitas pessoas, eu não apoio o Jair Bolsonaro para a presidência do Brasil baseado apenas nos dois motivos básicos mais comuns: (1) motivo pragmático, como o fato de não haver alternativa melhor; (2) método de exclusão, como o fato dele ser o “menos pior” (sic). Eu apoio, defendo e faço campanha para Bolsonaro porque realmente acredito que ele vai ganhar. Acredito nisto não como um artigo de fé, ou baseado numa esperança frívola num possível milagre eleitoral, mas sim ancorado na seqüência de fatos e argumentos que eu apontei acima. Uma análise fria e não sentimental da situação me dá confiança para fazer campanha abertamente para o meu candidato, porque eu estou do lado da maioria da população brasileira.

Mesmo levando em conta todo tipo de fraude, golpe e artimanhas que podem frustrar minhas expectativas, eu confesso que, por diversas vezes, já imaginei e continuo imaginando a cena do Bolsonaro subindo a rampa do Planalto Central, no dia 5 de janeiro (o dia da posse foi adiado do dia 1 para o dia 5 durante a última reforma eleitoral).

O motivo pragmático (não haver alternativa melhor) e o método de exclusão (ser o “menos pior”) deveriam ser suficientes para qualquer pessoa sensata optar pelo voto no 17, mas muitos não estão satisfeitos. Somados aos outros motivos que fazem de Bolsonaro a melhor alternativa por representar a maioria da população, esse conjunto de argumentos se torna forte o suficiente para convencer os mais céticos e reticentes. Com a inclusão do argumento do Foro de São Paulo, até mesmo o eleitor mais cético deveria ser convencido de que Bolsonaro é a melhor opção.

Muitas pessoas que se informam apenas pela mídia mainstream chamam o Bolsonaro de ditador, radical, extremista, intolerante, entre outros adjetivos, e dizem que o capitão não sabe dialogar, que o Jair não vai conseguir governar o país. Mas essa mesma galera não sabe o nome dos vices presidentes dos outros candidatos, e nem teve sua opinião ouvida no processo de formação da chapa do seu candidato de esquerda.

Tiveram que aceitar qualquer um que o partido escolheu, baseado em negociações espúrias com corruptos de todos os tipos. Políticos que os eleitores nunca viram, que não sabem o que pensam, que não sabem o que dizem.

Enquanto isso, nós, os eleitores do Bolsonaro, dialogamos diretamente com o nosso candidato a presidente via redes sociais sobre cada etapa da campanha, da nossa campanha. Acompanhamos de perto cada passo, cada detalhe, cada movimento. Temos nossas vontades e nossos anseios condensados e traduzidos por intelectuais que expressam aquilo que o povo quer dizer, e não aquilo que organizações internacionais dizem ser o melhor para a gente.

Mesmo em tempos de fake news, de jornalistas que distorcem tudo o que dizemos e que inventam narrativas que não condizem com a realidade, tempo de agências de checagem que gastam recursos checando figuras de linguagem, ainda conseguimos mandar nosso recado, driblando a mídia mainstream e passando a bola embaixo das pernas do establishment.

Estamos aqui, todos os dias, mostrando nossas opiniões, expondo nossas preferências, expressando nossos contentamentos e descontentamentos, e vemos o nosso candidato prestar atenção a todas essas manifestações, reagindo e tomando decisões baseado em nossa opinião, opinião do povo, online, dialogando com a gente enquanto corta o cabelo numa live, ao vivo no Facebook, no Instagram, no Twitter, no YouTube etc.

A candidatura do Bolsonaro está inaugurando uma nova forma de se fazer democracia no Brasil, e talvez seja algo que não encontra paralelo em lugar algum do mundo, utilizando a Internet como uma ferramenta de conexão direta entre cada eleitor e o político, seu representante no poder. Não é algo que é imposto de cima pra baixo, mas que vai se construindo de baixo pra cima.

Por Pedro Henrique Medeiros


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