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Seminário Sebrae+20 debate economia verde


Rio de Janeiro – “O desenvolvimento sustentável é fundamental para as micro e pequenas empresas (MPE) e a chave para isso é a inovação. O Sebrae, com toda a sua experiência, tem papel fundamental nesse processo”, disse o presidente do Conselho Deliberativo Nacional da instituição (CDN), Roberto Simões, na abertura do Seminário Sebrae+20, nesta segunda-feira (18).

Integrantes do Sebrae e convidados participaram do evento que foi realizado no Parque dos Atletas, um dos espaços da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

“A sustentabilidade é o tema mais importante do século XXI. A discussão não deve ficar restrita apenas às grandes empresas e ao governo, mas estar no centro da agenda do Sebrae, dos pequenos negócios e da sociedade”, disse o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

“O interesse pelo tema é grande e um dos indicadores é a enorme procura pelos nossos espaços de empreendedorismo, educação e inovação na Rio + 20, no Aterro do Flamengo, que já recebeu cerca de 19 mil visitantes em busca de negócios e soluções”, comemorou Barretto.

O diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, que coordenou um painel com a presença de convidados internacionais, ressaltou, durante sua apresentação, a importância das MPE, que são responsáveis por 14,7 milhões de empregos. Segundo ele, uma pesquisa realizada com três mil empresários mostra que 46% desse universo vê a inovação como oportunidade de ganho.

Para mostrar o valor da inovação, o diretor-técnico apresentou o exemplo da Cachaçaria Extrema (RN), que investiu R$ 231 mil em práticas sustentáveis e aumentou a lucratividade em 80%. A eficiência energética representou uma economia de R$ 367 por mês para a empresa. Se o mesmo conjunto de práticas fosse adotado pelas 40 mil cachaçarias brasileiras, a economia de energia seria superior a R$ 14 milhões, o equivalente ao consumo de mais de 300 mil residências. Além disso, deixariam de ser emitidas mais de dez mil toneladas de carbono por ano. “Precisamos cada vez mais desenvolver estratégias que possam ser adotadas dentro do princípio da ecoeficiência”, reforçou Carlos Alberto dos Santos.

Poder de barganha

“Para aumentar o poder de barganha com as grandes empresas e ganhar escala de mercado, os donos de empreendimentos de pequeno porte devem ter acesso a inovação e capacitação”, reforçou Carsten Schmitz-Hoffmann, da Agência Alemã de Cooperação (GIZ).

Para a secretária-geral da Rede Internacional de Pequenas e Médias Empresas, Christin Pfeiffer, o sucesso não se mede mais apenas pela economia, mas engloba também fatores ecológicos e sociais. “As pequenas empresas são mais flexíveis, dispostas a fazer mudanças. Os empreendimentos devem se preparar para entrar no mercado com mais ganho e eficiência. Parcerias são fundamentais”, completou Peter Poschen, da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O diretor-técnico Carlos Alberto reforçou a disposição positiva para estreitar a cooperação. “Não existem soluções fáceis para problemas difíceis e, por isso, parcerias são tão importantes para aumentar a inovação, a tecnologia e a competitividade”.

Serviço:
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