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Encontro reforça consumo de derivados da caprinocultura


Mossoró – Apontada como alternativa viável diante dos longos períodos de estiagem que atingem o semiárido nordestino, a criação de caprinos do Rio Grande do Norte ainda apresenta possibilidades pouco exploradas. Na Região Oeste do estado, onde se concentra mais da metade dos cerca de um milhão de cabeças do rebanho estadual, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2011, a produção de derivados do leite de cabra se configura como um mercado praticamente inexplorado. Quase toda a produção média diária de 12 mil litros de leite caprino potiguar é destinada ao programa do Leite do governo do estado.

A fim de estimular criadores e pequenas cooperativas para a produção de produtos derivados, o tema Laticínios de leite de cabra será abordado durante debate no dia 8 de junho, dentro da programação do XI Encontro Nordestino do Setor de Leite e Derivados (Enel), realizado pelo Sebrae no Rio Grande do Norte. O evento, que possui vasta programação direcionada à cadeia produtiva da caprinovinocultura, acontecerá de 5 a 8 de junho, no Parque de Exposição Aristófanes Fernandes, em Parnamirim.

No Assentamento Nova Descoberta, localizado na área da chapada do município de Apodi, Natanael Almeida é um dos poucos criadores de caprinos que se dedica à produção leiteira. Mesmo assim, os cerca de 120 litros de leite produzidos diariamente são comercializados junto a pequenas indústrias de beneficiamento da região. “A gente não produz nada aqui. Todo o leite que tiramos é vendido para ser beneficiado e depois comprado pelo governo. Dá mais lucro para a gente. Não temos como produzir, tem que ter equipamentos e é tudo caro”, esclarece.

A explicação para falta de um melhor aproveitamento do leite de cabra como matéria-prima para a composição de produtos como queijo, rapadura, iogurte, doces e até licor pode estar também na ainda baixa aceitação dos produtos derivados do leite de cabra pela população. “Além do investimento alto, a gente não fabrica nada porque as pessoas não se acostumaram a comer produto com leite de cabra. Acham que tem cheiro ruim e não tem muita saída”, acredita o criador.

“O mercado governamental ainda é muito atrativo, cerca de 90% da produção é destinada ao programa do Leite. Existem poucas iniciativas, como em Currais Novos, onde o leite recebido dos produtores é destinado à produção de queijos de coalho”, explica Vamberto Torres, gestor do Projeto Aprisco do Sebrae no estado, responsável pela capacitação de cerca de 120 caprinovinocultores no estado. Os poucos registros de experiências com a produção de derivados de leite de cabra são isolados, realizados, em sua maioria, por produtores independentes, que fabricam produtos como molho, rapaduras e queijo.

Carne caprina

Além dos fatores climáticos, a exemplo da longa estiagem que se estendeu no Semiárido nordestino e reduziu o rebanho em mais de 50%, a criação de caprinos enfrenta ainda outras dificuldades, especialmente no que diz respeito à aceitação da carne no mercado. Mas em Apodi, criadores associados à Cooperativa da Agricultura Familiar de Apodi (COOAFAPI) preparam a reativação de projeto junto à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que garante renda a criadores e estimula o consumo de carne caprina entre a população.

De acordo com o presidente da Cooafapi, José ferreira Filho, durante os seis anos em que esteve em vigor, de 2006 a dezembro de 2012, o projeto, que consiste na compra da carne de caprinos pela Conab para distribuição gratuita em escolas públicas e outras entidades, ajudou a disseminar o consumo de carne caprina na região.

“Apesar de sermos grandes criadores de caprinos, o consumo de carne era quase nada. Com o projeto, o interesse da população em consumir a carne de caprino foi despertado. E isso melhorou muito a situação dos criadores. Por isso, estamos buscando reativar o projeto junto à Conab”, destaca. Com o projeto, mais de 30 criadores são beneficiados.

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