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A inclusão digital deve ser, antes de tudo, social


Inclusão digital deve ser, antes de tudo, social
Avançamos irreversivelmente rumo para uma sociedade
hiperconectada. O limite do que é internet e do que são mídias sociais é cada
vez mais tênue e repleto de interseções. A grande rede permeia diversos
aspectos de nossa vida cotidiana – pessoal e profissional – de forma tão
intensa que chegamos a nos perguntar como vivíamos antes sem internet.
Evoluímos de forma acelerada para o homo conectus.
Mas nem todos estão conectados. Se de um lado há crianças,
bebês que já navegam na internet e utilizam dispositivos eletrônicos de forma
interativa e intuitiva, do outro há um universo de gente que ainda é analógica.
Não que isso seja algo ruim em si, mas a marginalidade digital leva a exclusão
social e o DNA da internet é composto de cromossomos tecnológicos e,
principalmente, de cromossomos sociais.
Nesse sentido, todo esforço em direção à inclusão digital
é bem-vindo. Mas o que isso significa? Deixaremos de lado o conceito de
acessibilidade para usuários com alguma deficiência para outra oportunidade e
seguiremos numa reflexão mais abrangente.
Uma rápida pesquisa no Twitter mostrará o termo inclusão
digital sendo utilizado para expressar reclamações de usuários pelo péssimo uso
e comportamento inadequado de outros usuários, algumas vezes em tom jocoso e
preconceituoso. Inclusão digital não pode se tornar um termo pejorativo pela
repetição de erros do passado, só que agora formando analfabetos funcionais
digitais.
Assim é impossível dissociar a inclusão digital como um
processo de educação que deve facilitar o acesso às ferramentas, bem como
proporcionar o aprendizado necessário para que o usuário seja incluído na
sociedade da informação. Como, via de regra, a grande maioria dos
marginalizados digitalmente são pessoas de baixa renda, as premissas inclusivas
são:
  • Acesso aos equipamentos, mais comumente aos PCs. Pode ser
    feito pela disponibilização em escolas, centros culturais, bibliotecas e
    congêneres e via programas de financiamento como o Computador para todos, do
    Governo Federal;
  • Acesso à internet, como o Plano
    Nacional de Banda Larga
    , que embora esteja com o cronograma
    atrasado, é uma das poucas iniciativas existentes neste campo;
  • Acesso à educação. Não basta ter computador e internet. É
    preciso ensinar ao usuário o seu bom uso. É preciso conscientizá-lo sobre
    questões como segurança, comportamento e as imensas possibilidades que a rede
    oferece. Um cidadão digital, além do acesso à informação, pode ser um produtor
    e disseminador de conhecimento. 

A inclusão digital não é dever apenas do governo. É uma
responsabilidade de todos que desejam construir uma sociedade amplamente
conectada, digitalmente inclusiva e plenamente social.
Por Luiz Semine, publicitário, redator e roteirista. @luizsemine

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