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A próxima batalha pelo consumidor


“Eu odeio começar desse jeito, mas tenho más notícias”, disse  Terence G. Kawaja, fundador e CEO da LUMA Partners, na primeira apresentação do segundo dia de Digital Age 2.0. E continuou: “A notícia ruim é que eu sou um investidor de bancos. A boa é que eu também sou comediante”. E foi em um clima descontraído que ele explicou que a mídia passa por revoluções constantes em todos os setores, da produção de conteúdo à divulgação e branding.

Terence mostrou diversas fases ma mídia no mundo. “Na década de 1990, tudo era chamado de ‘novo’, tudo parecia romper com a forma tradicional de fazer as coisas”, disse. Depois veio a era “online”, na qual surgiram empresas como Google, Yahoo e AOL. E, desde 2008 vivemos a era “cientificada”, que se caracteriza pelo conteúdo personalizado e pela informação em tempo real. Essa nova fase possibilitou a criação do Twitter e tantas outras plataformas que já fazem parte de nosso dia a dia.

Mas o que realmente mudou nesse tempo todo? Para Terence, tudo se trata de informação. Ela sempre foi necessária, mas as ferramentas de divulgação mudam a forma como a consumimos e nos torna cada vez mais dependentes de notícias em tempo real. Assim, profissionais do marketing viram produtores de conteúdo e fornecem informação como um dos recursos mais importantes da empresa, sem o qual o empreendedor não pode trabalhar.

“A mídia tradicional representa a fragmentação. E a fragmentação só tem um caminho: para baixo” – Terence Kawaja

Essa é uma das razões para grandes empresas investirem tanto em serviços e aplicativos mobile. Ele destacou que “hoje você tem notebooks, smartphones, tablets e todo tipo de dispositivo” para levar, consumir, comentar e produzir conteúdo. Entre elas está o Google, que atualmente investe US$ 12,5 milhões na mídia mobile e é a multinacional que mais inova nessas tecnologias. E, se cada usuário produz e consome conteúdo de forma particular, também é preciso investir na personalização desses serviços, outra tendência da era “cientificada”.

Ao ser perguntado por Marcelo Coutinho, diretor de Inteligência de Mercado do Terra Networks, sobre o papel do Brasil nessas mudanças, Terence disse que o país é um dos melhores lugares do mundo para se investir em mídias sociais. Não só pelo “enorme público do Twitter”, mas também pelo perfil de seus consumidores. “Brasileiros são sociáveis e são compradores. Eu sei disso porque minha esposa é brasileira”, contou, fazendo a plateia rir. Quanto à mídia tradicional, ele avisou que ainda há muito para se consquitar, e as redes de TV não estão aproveitando tudo o que o Social Media pode fazer.  “A mídia tradicional representa a fragmentação. E a fragmentação só tem um caminho: para baixo”, disse.

Engajamento e negócios

Michel Lent, sócio e vice-presidente de estratégia do grupo .Mobi/RBS, abriu o debate no Digital Age com uma apresentação sobre como o comportamento do usuário está mudando. Ele explicou que, com redes sociais mais populares e aplicativos mobile mais práticos, o público está navegando menos em sites. E essa mudança não se deve apenas às mídias sociais, mas também ao ritmo de vida e de trabalho dos usuários, que está cada vez mais rápido. Isso provoca algo que as empresas que produzem conteúdo nunca viram antes: companhias de setores diferentes se tornaram competidoras. “As empresas cada vez mais concorrem com todo tipo de coisa”, disse.

Com uma competição tão acirrada, as empresas começam a busca por novas formas de alcançar o consumidor, como lembrou Dario Bugatti, gerente de internet da Lopes Consultoria de Imóveis. Ele citou as estratégias da Lopes e afirmou que toda a equipe se interessa por formas inovadoras de estar presente na vida do cliente. E é essa postura que faz os profissionais de mídias sociais se destacarem dentro da empresa. Paulo Amaral, multi-channel marketing leader da Merck, disse que esse tipo de funcionário “quer deixar de ser o internet guy para ser uma peça importante na companhia”.

Mas quem trilha esse caminho encontra muitos obstáculos, afinal, os profissionais aprendem a atuar nas redes sociais pela experiência e não são poucos os tropeços das empresas (de todos os tamanhos) para descobrir a melhor forma de atingir os usuários. Um deles é mudar de estratégia a cada nova ferramenta. Michel lembrou que “durante muito tempo a gente caiu no erro de mudar de métrica cada vez que mudava de plataforma” e só se preocupou com o número de seguidores e fãs ao invés de pensar em como isso se revertia em vendas.

Eric Santos, CEO da Resultados Digitais, disse que esse cenário muda na medida em que os empreendedores passam a utilizar as plataformas nas quais a empresa atua e conhecem essa dinâmica “por dentro”. “Hoje o cara que toma decisão lá na ponta também é usuário do aplicativo”, contou.

“Claro que a empresa precisa estar online, mas se o conteúdo não foi relevante, não adianta nada” – Michel Lent

 

 

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