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A reeleição de Obama e as redes sociais


Na última terça-feira o mundo ficou sabendo que Barack Obama foi reeleito presidente dos Estados Unidos. Reeleições de presidentes para um segundo mandato consecutivo não são situações incomuns na história política, mas o fato de um presidente negro, de ascendência muçulmana e pinta de pop star ter faturado a disputa, de novo, e com uma campanha fortemente baseada no uso de internet e mídias sociais, merece a nossa atenção.

Há 4 anos com a campanha “Yes we can”, que apostava no apelo da mudança e que foi um divisor de águas no mundo em termos de marketing político, tendo inclusive ganhado um Leão no Festival de Cannes, o mais famoso e disputado da publicidade mundial, o presidente Obama e sua equipe mostraram que, ao menos em marketing, estavam melhor preparados que seus adversários e muito mais conectados com os eleitores que, em última instância, são usuários de internet como grande parte dos mortais. Olha aí ao o conceito de online e offline se fundiu novamente. Vale lembrar que a campanha anterior de Obama inovou ao utilizar maciçamente os diversos canais digitais, de SMS a games, de e-mails a presença ativa numa variedade de mídias sociais como Facebook, Twitter e YouTube, passando por estratégias de SEO indo até a disponibilização de aplicativos mobile dentre outras ações.

A reeleição de Obama e as redes sociais

Nessa campanha não foi diferente, e apesar do candidato derrotado Mitt Romney também ter utilizado as mídias digitais, a equipe do presidente reeleito foi mais eficiente. Utilizou melhor as informações dos eleitores obtidas através das redes sociais aplicando conceitos de business intelligence (BI) para direcionar seus esforços de marketing e manteve o pioneirismo em ações, como ser o primeiro candidato a presidência dos Estados Unidos a realizar um Hangout via Google+.

E foi nesse clima digital que Obama informou sua vitória através de um tweet com apenas 3 palavras Four more years (mais quatro anos), mensagem sintética, curta e tão adequada ao uso de um microblog que se tornou a mais retweetada da história (795 mil vezes enquanto escrevo este artigo) e que traz certa irreverência, talvez um tom de deboche contra os adversários e uma informalidade típica das interações em mídias sociais.

A imagem inserida no tweet também estabeleceu outro recorde, sendo a mensagem mais curtida da história, com mais de 4 milhões de likes. Mostra o presidente abraçando sua mulher, Michelle Obama, importante figura que, com seu carisma, foi responsável por garantir um bom montante de votos para o marido. A foto transmite cumplicidade, gratidão e o lado humano, de homem comum, do presidente. A foto captou a espontaneidade de um momento que, novamente, simboliza aspectos de menor rigidez na comunicação via redes sociais.

Sem juízo de valor sobre qual seria o melhor presidente para os Estados Unidos, Mitt Romney simboliza o tradicional, homem branco, não exatamente protestante, mas mórmon, além de carregar a imagem de rico executivo. Já Obama representa bem a diversidade tão característica do ambiente online e das mídias sociais. Interpretações, especulações e análises semióticas à parte, boa sorte nos “Four more years”.

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