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As duas Faces do Facebook


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*Por André Bianchi

Você já parou para observar o quanto as pessoas e empresas estão cada vez mais reféns das redes sociais, em especial do Facebook?
Acredito que o episódio da Microsoft no passado, quando se falava do domínio do Internet Explorer como navegador, pelo fato de vir junto com o Windows, ou seja, quando uma grande empresa utiliza formas de direcionar produtos ou serviços para você ou sua empresa independente da sua vontade, foi muito pequeno diante dos movimentos atuais que a empresa de Mark Zuckerberg tem feito para você e as empresas em geral.

Recentemente a rede social conquistou mais de 1 Bilhão de usuários no Mundo, que a utiliza de forma “gratuita”.

Com as mudanças realizadas no algoritmo, diminuindo a exposição orgânica dos posts de pessoas físicas e muito mais dos canais de empresas, quem investir mais em anúncios e impulsionamento de posts, vai aparecer mais. Associado ao perfil de comportamento de usuários e informações que estes abastecem espontaneamente, o que até poderia ser bom para  anunciantes, por criar campanhas aos clientes finais de forma mais assertiva e desta forma gerar muito mais resultados, por outro lado, ficam totalmente reféns do modelo de negócio da rede social, por não ter regras claras da plataforma devido as inúmeras mudanças recentes e com qual frequência deverá ocorrer.

Um caso recente é que uma destas alterações, simplesmente não permitirá mais que empresas de monitoramento de redes sociais, possam acessar informações de seus usuários, desta forma, em algumas delas inviabilizando seu respectivo negócio.

Outro ponto que merece uma atenção, embora os termos de condições permita a utilização dos dados dos usuários para pesquisa, segundo matéria no Jornal Estadão (30 de junho de 2014) o Facebook fez teste de emoções com 700 mil usuários sem avisá-los.

Entendo que nem tudo dentro da lei é moral. Sabendo que a ferramenta pode direcionar conteúdo de posts, será possível influenciar opinião de milhões de pessoas. Em tempos que esta plataforma é muito utilizada por questões políticas e sociais, vale a pena refletir!

Imagine grupos radicais; seja político, religioso, empresas em geral que tem verba para investir, eles poderiam simplesmente direcionar as verdades que lhes satisfazem.

Esta semana, o Facebook lançou uma novidade para empresas geradoras de conteúdo, o Instant Article. A rede social tornou-se nos últimos tempos um dos maiores geradores de tráfego de conteúdo para milhares de sites.

Quantas vezes você está acessando seu feed e de repente aparece matérias de seu interesse. Até dias atrás, você clicava no link e era direcionado ao site que continha o conteúdo desejado, este processo levava até 8 segundos e com o Instant Article, caso a empresa de conteúdo opte em utilizar, cairá para menos de 1 segundo, porém, neste caso, todo o conteúdo ficará na rede social, ampliando seu ecossistema de conteúdo e claro, não deixando seu usuário sair para outros sites.

Segundo o site Facebook Media, os jornais The Guardian, The New York Times dentre outros já aderiram.

E é aqui que deve começar um grande debate. Isso porque muitas empresas têm anunciantes em seus respectivos sites, blogs que utilizam Google Adsense para geração de receita, e tem o Facebook como um canal que direciona audiência.

Lembra daquele ditado, se ficar o bicho pega, se correr o bicho come? Aqui não parece ser muito diferente, afinal, é melhor aderir ou ficar de fora? Ficando de fora, quanto o Facebook irá dificultar a exposição do post de conteúdo?

E para concluir, outro movimento forte da rede social são os vídeos. Segundo o portal Tech Crunch, em junho de 2014 o número de visualizações de vídeos no Facebook foi de aproximadamente 1 bilhão por dia, em dezembro chegou a 3 bilhões.

O quanto isso vai influenciar as produtoras geradoras de conteúdo áudio visual eu não sei, mas é fato que teremos mudanças, pois aqui o Facebook também serve como gerador de tráfego.

E se você é simplesmente um mero usuário, como comentei mais acima, fique atento, pois você pode estar sendo influenciado, seja para acesso a conteúdo específico ou para produtos e serviços.

Não existe almoço grátis, o Facebook pode ser “gratuito”, mas muitas empresas estão pagando a conta e porque não dizer até mesmo você sem perceber, afinal, se a rede social for utilizada pelo “lado negro da força”, poderá inclusive direcionar forças políticas que deverão comandar seu país, impactando diretamente em sua vida!


 

and1*André Bianchi -Presidente ABRADi-ISP (2013-2015), Presidente Comitê Regionais ABRADi Nacional, CEO e Diretor de Missões Internacionais ao Vale do Silício BWi Participações ( 5 Edições), Sócio e Conselheiro Grupo GV8, Sócio investidor: IEV Digital, Terere House, Fraternal Shop e PPt Slides, Membro Banca de Investidores Anjo  Acelera Startup – FIESP  ( 4ª e 5ª Edição).

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