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Conciliando empreendedorismo e a alimentação dos nossos filhos


Em tempos atuais, de vida atribulada e pouco tempo para trabalhos domésticos, a alimentação saiu perdendo, especialmente a alimentação de nossas crianças. Hoje, vemos poucas famílias que ainda se reúnem para almoçar ou jantar e, ainda menos, que se reúnem em casa. Não que só possamos fazer refeições equilibradas em nossa residência, com tantas opções de restaurantes é possível escolher aqueles que oferecem alimentos saudáveis. Mas, aquele hábito de reunir toda a família para o almoço e poder fazer uma refeição mais demorada, tem sido cada vez menos freqüente. Falta tempo para ensinarmos nossos filhos a se alimentarem, falta tempo para prepararmos uma refeição adequada e falta tempo para que as crianças conheçam os diversos tipos de alimentos.

A alimentação complementar, aquele momento em que iniciamos a oferta de outros alimentos às crianças que estavam só ingerindo o leite (por volta dos seis meses de vida), é uma fase de extrema importância para a formação dos hábitos alimentares desta criança. Mas também é uma fase que exige paciência e tempo, o que muitas vezes nos falta. Uma criança pode demorar a se acostumar a um novo sabor. Deveríamos oferecer um alimento, em média, dez vezes para que a criança se habituasse a ele Normalmente paramos na segunda recusa. O problema resultante é a falta de desenvolvimento do paladar desta criança. É aquela pessoa que, mesmo quando adulto, faz cara feia quando ingere um alimento um pouco ácido, um pouco amargo, com um sabor diferente. E a alimentação passa a ficar limitada.

A infância é uma fase crucial para o desenvolvimento dos hábitos. E as crianças usam seus pais como espelhos. Quando fazemos uma refeição rápida, por exemplo, é o que estamos ensinando nossos filhos a fazerem, colocando-os em um ritmo maluco desde cedo. Portanto, precisamos prestar atenção em como estamos educando nossos filhos e tentarmos minimizar ao máximo os efeitos da vida moderna na saúde deles. E claro, sem que seja necessário deixar nossas outras atividades
de lado. Mas como?

Em primeiro lugar, devemos selecionar o que vamos oferecer às crianças. Mesmo que seu filho adore comer “guloseimas”, evite a oferta exagerada destes alimentos. Especifique, junto com ele se possível, um dia da semana para o consumo destes produtos, e permita que ele escolha-os. Mas nos demais dias seu filho deve seguir uma alimentação equilibrada e saudável.

Sempre que possível faça as refeições em família, mesmo que somente nos finais de semana. Faça uma refeição tranqüila, sem pressa, e aproveite para oferecer alimentos novos neste dia. Diversifique a alimentação das crianças. Compre frutas e hortaliças diferentes, varie o cardápio. Quanto mais sabores seu filho provar quando pequeno, maior será sua diversidade alimentar quando adulto. Não existe problema em oferecer alimentos amargos ou ácidos, desde que naturais, para crianças pequenas, como se acreditava anteriormente.

Não ofereça alimentos como recompensa nem castigue seu filho se ele se recusar a comer algo. Isso só irá criar um mau comportamento alimentar. Quantos de nós, adultos, não usamos os alimentos como solução para nossos problemas ou como uma forma de premiação? Ou pior, quantos de nós temos “trauma” de algum alimento porque éramos forçados a comê-lo quando crianças? Provavelmente adquirimos este comportamento em nossa infância. Crie uma rotina alimentar. Estabeleça horários para as refeições e cumpra-os. Acostume seu filho a ter uma rotina e não comer fora de hora.

Mas mais importante que tudo, lembre-se que você está servindo de exemplo para seu filho! Não exija dele o que você também não faz. Preste atenção em sua alimentação e perceba se você está comendo adequadamente, para depois poder cobrar isso de seu filho. Além de educá-lo mais facilmente em relação à alimentação, você também terá benefícios em
sua saúde.

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