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Mobile commerce: por enquanto, só de fachada


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Artigo por Felipe Perlino*

Se a última década foi extraordinária para o e-commerce, a bola da vez é o mobile commerce – o comércio online via tablets e smartphones. Contudo, a grande maioria das empresas ainda não está pronta para vender por dispositivos móveis. E, pior do que isso, o mercado tampouco parece estar investindo para se adaptar ao varejo mobile, que já é um desejo hoje do consumidor. Vejamos qual é o estado atual do m-commerce no Brasil e o que fazer para entrar de vez nesta nova realidade.

O m-commerce é a próxima grande onda

Uma recente pesquisa americana mostrou que o mobile commerce deverá ter quase 70% do faturamento do e-commerce via desktop nos EUA dentro de quatro anos.

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No Brasil, em menos de um ano, o volume transacionado por dispositivos móveis praticamente dobrou, atingindo 4,8% das vendas online em dez/13, segundo a e-Bit. E, se levarmos em conta a penetração de smartphones na população, este volume poderia ser ainda maior se a experiência de compra no mobile não fosse tão ruim. Sua empresa está preparada para atender este novo consumidor que hoje já deseja comprar pelo mobile? A maioria dos varejistas brasileiros seguramente não está.

A experiência de compra no mobile hoje em dia

Navegar por sites pesados, não responsivos e cheios de locais com mouse-over é o padrão da navegação no mobile atualmente. Interagir com uma tela tão pequena não é tarefa agradável em ambientes como esses.

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Não seria muito mais prazeroso navegar num ambiente pronto para o mobile?

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Não é à toa que o mobile serve hoje, na maioria dos casos, apenas para o consumidor descobrir um produto ou serviço. Mas como é praticamente impossível fechar uma compra num ambiente como os primeiros acima, frequentemente o interessado precisa deixar o mobile e recorrer ao clássico desktop para concluir a compra. Mas para isso é preciso sorte, muita sorte mesmo. Afinal, se com um click já é difícil captar o consumidor, imagine então obriga-lo a mudar para o desktop.

Mas algumas tecnologias já estão tentando inverter essa realidade. Muitas plataformas de e-commerce já criam sites responsivos por padrão. Ou mesmo no Moip, por exemplo, nós estamos tentando criar o estado da arte em pagamentos mobile, oferecendo um checkout simplificado, com poucos campos, desenvolvido para aumentar a conversão em vendas – seja dentro de sites mobile ou de Apps.

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Como aproveitar melhor a oportunidade do mobile commerce

Apesar do consenso sobre a importância de se investir no mobile, a maioria dos varejistas ainda não está se movendo nesta direção, mesmo com toda tecnologia já disponível. Por que será?

A E-commerce Brasil é a principal feira de e-commerce do país. Na edição de 2014 havia diversas plataformas e agências expondo seus serviços, estampando chamadas como “Mobile” e “Omni-Channel”. Quando questionados sobre a atual demanda pelos seus serviços, estes fornecedores eram unânimes em confirmar: o grosso da demanda atual ainda recai sobre os serviços de e-commerce, e os serviços voltados ao mobile continuam sem vender quase nada.

Minha interpretação disso parece ser que a disposição dos varejistas para investirem no m-commerce está abaixo do custo médio dos serviços oferecidos pelos fornecedores – agências, desenvolvedores, software houses e plataformas. A oportunidade do m-commerce parece ser boa, mas ainda está muito caro testar esta hipótese.

A solução talvez seja começar pequeno pelo mobile, por meio de ferramentas low-cost e rápidas de testar. Algumas ideias para isso:

  • Existem plataformas para a criação de Apps que dispensam a contratação de desenvolvedores, sem custo de setup inicial e que custam menos de R$ 100 por mês. Alguns fornecedores são VitrinaPRO, AppMachine, Como, GoodBarber, Easy Easy Apps e Navegga, dentre outros;
  • Para quem não precisa de um App, a melhor solução é ter um site mobile. Neste caso, escolha uma plataforma de e-commerce que ofereça uma versão mobile;
  • Se não quiser mudar o seu sistema de e-commerce, comece desenvolvendo apenas uma versão mobile do seu site, igual fez a Magazine Luiza em 2012.

A princípio podemos pensar que estamos diante do clássico problema do ovo ou da galinha – o que veio antes? Será que os consumidores não compram mais por meio de tablets e smartphones porque o varejo ainda não está pronto para isso? Ou, pelo contrário, será que os varejistas não investem mais no mobile porque o consumidor não está pronto para o m-commerce? Na verdade a resposta é bem óbvia para este caso.

Se lembrarmos dos dados apresentados no começo deste texto, facilmente podemos concluir que o consumidor já está pronto para comprar pelo mobile, e só não compra porque a sua experiência ainda é muito ruim. As primeiras empresas que entrarem no m-commerce tendem a ganhar muito por satisfazer essa demanda reprimida no consumidor. O que a sua empresa está esperando?

*Artigo por Felipe Perlino, Gerente de Produto na Moip Pagamentos. Previamente, fundou as startups +QueReceita e Vinhos Recomendados (vendida).

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