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O mercado de VCs no Brasil, aos olhos do MIT


Monopoly Money

O Global Entrepreneurship Lab do MIT Sloan Management divulgou um estudo que coloca um rosto e uma série de medidas ao mercado de venture capital no Brasil – “que é nascente, mas já completa cinco anos”, diz a instituição. “Houve uma aceleração nas atividades nos últimos 24 meses, com um aumento significativo do interesse dos investidores e das VCs internacionais”, afirma o documento divulgado.

Mas essas companhias internacionais que estão chegando ao país ainda estão “testando a temperatura da água” com investimentos sem uma frequência exata. “Além do aumento dos VCs, é possível ver um aumento grande de atividade nos investimentos ‘seed’ e na formação de aceleradoras”, relata o estudo.

O capital alocado e comprometido com o mercado brasileiro de venture capital ainda não pode ser medido, devido à falta de dados sobre o assunto. Mas o laboratório informa que existem 20 VCs internacionais e 10 nacionais atuando no país — as informações são do Startup Dealbook Brazil. Veja as estatísticas sobre o crescimento dos investimentos:

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Os já apontados crescimentos das aceleradoras e do financiamento em “seed” têm criado uma espécie de buraco no mercado, fazendo com que diversas startups não consigam levantar novas rodadas de investimento, diz o relatório. “O investimento em estágio inicial tem visto um crescimento mais forte, com aumento de 140% no número de negócios fechados entre 2010 e 2011. O número de dólares investidos cresceu 380% no mesmo período.”

O laboratório também mediu a “atratividade” do Brazil, no ano de 2012, em um ranking global e o país ficou na 36ª posição, entre os 161 países medidos – em 2010, o país estava na 44ª posição. Diz o MIT: “O ecossistema do Brasil melhorou gradualmente nos últimos cinco anos, mas continua atrás de outros BRICs e países em desenvolvimento”.

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Mas como ficar atrativo? A pesquisa lista uma série de desafios que o país precisa superar:

  • O sistema complexo de impostos, que gera um aumento nas taxas a serem pagas pelas pequenas empresas e pelos investidores
  • O sistema regulatório dos negócios, que é complicado e consome tempo e dinheiro de quem quer começar e fechar uma empresa
  • As leis restritivas de trabalho, que tornam um desafio o momento em que é preciso escalar o negócio de maneira rápida, criando problemas a longo prazo
  • O sistema de educação defasado e aversão cultural ao empreendedorismo, que reduzem a quantidade de capital humano para a criação de tecnologias

Os medos e as incertezas

Segundo o estudo, a maior incerteza para os investidores brasileiros é a quantidade limitada de dados sobre as “saídas” do dinheiro que é aportado. “Existe uma percepção dos investidores de que uma onda de aquisições de multinacionais demonstrará a liquidez dos investimentos feitos no país”, relata. O tempo médio para a saída do investimento no Brasil é similar ao que acontece nos EUA, diz o MIT: de cinco a sete anos.

O IPO, oferta pública inicial de ações, também é visto com cautela pelos investidores, como opção de saída. “A liquidez da Bovespa limita a viabilidade de um IPO local como opção de saída; alguns investidores esperam, com cautela, que a situação melhore em um futuro próximo”, mostra o documento.

A Bovespa não é vista como viável e a Nasdaq desponta como opção para algumas poucas empresas. Segundo o estudo, existe pouco apetite para capitais pequenos e de alto risco.

Para a pesquisa, encomendada pela IdeiasNet, foram entrevistados 21 empresas de VCs e participantes do ecossistema de startups. Saiba mais sobre o time por trás da pesquisa:

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Veja a íntegra do estudo (em inglês).

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