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Pernambuco, a bola da vez?



cfe    nParental advisory: explicit lyrics. Depois de uma série de publicações sem o meu “olhar particular de blogueiro”, fazendo copy-paste, subindo release ou divulgando apoios e parcerias, segue aqui uma dose destilada daquilo que é a minha cara.

Miolo

Creio que a expressão “sudeste-cêntrica” não exista, mas, se existisse, definiria a visão média (medíocre?) de brasileiros e estrangeiros quando o assunto é desenvolvimento ou potencial. Enquanto Rio de Janeiro e São Paulo sofrem com qualquer coisa, de chuva a trânsito (inclusive aéreo), os brasileiros e estrangeiros mais abastados (gente que, felizmente, pode e consegue) acabam viajando para o Nordeste para ficar só com o lado bom da história – mesmo que acabem se lamentando de quanta coisa falta ou não é tão bom quanto em centros sofisticados. Como se trata de um ponto de vista macro, nem vou comentar outros estados do sudeste – sim, há mais!

Beiradas

Ah, claro, sempre que pensamos em dicotomias jogamos Riossampaulo contra o Nordeste, como se lá fosse uma coisa só – ainda por cima, misturada com o Norte e o Meio-oeste – e como se mesmo o Sul pudesse ser ignorado no que se refere a talento, recurso, potencial, desenvolvimento, inovação e startups – só pra mencionar, ficando no rasinho óbvio: Porto Alegre sedia a primeira empresa de participação acionária em operação no Brasil (CRP) e a Tecnopuc – que já homologou o primeiro fundo para startups organizado por uma entidade acadêmica; Florianópolis sedia diversos parques tecnológicos, incubadoras e empresas bem-sucedidas; Curitiba é sede do encontro mundial de cidades inovadoras.

Pernambuco

Startupeiros, de empreendedores a investidores, batem na mesma tecla achando que, no caso do Nordeste, as dificuldades não representam desafios, oportunidades, potenciais. Pode faltar chuva, mas dinheiro é que não falta no Nordeste. Nem gente boa (nos três sentidos), muito menos silício (o segundo elemento mais abundante na crosta terrestre, encontrado até na argila e na areia, e usado para fazer vidro, cerâmica e cimento). Não sei se geograficamente pode-se dizer que tem algum vale na região, mas vale a metáfora de que é um baita vale do silício!

Não vou nem entrar no caso do Porto Digital, onde fica, por exemplo, o CESAR. Em todo caso, mesmo que lá não seja um celeiro com a maioria dos outliners brasileiros (os fora-da-curva de tão bem sucedidos), vale citar que nem mesmo o Sudeste é exatamente gerador desses talentos. Por exemplo, Marco Gomes veio do planalto central! Certamente o Sudeste é por onde todos passam, é um aglutinador. Mas assim também é o Nordeste. O Rio é uma vitrine do Brasil? Assim também é o Nordeste.

Recife, a capital pernambucana, foi apontada em pesquisa como uma das 65 cidades com economia mais desenvolvida dos mercados emergentes no mundo! No Brasil, fica em quarta posição, após São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília e à frente de Curitiba. É a maior região metropolitana do Nordeste, e, por tudo isso, inclusive pela localização geográfica, pode ser chamada de “a região Sudeste nordestina”. E minha mente me alerta sobre a quantidade de imigrantes, inclusive estrangeiros, que ergueram e erguem tanto o Sudeste como o Brasil.

Tá, e quanto às startups?

Só sei que já há 263 pessoas membros no recente grupo de discussão Startup PE, no Facebook, com discussão mais ativa e variada do que nos grupos Startups e Startups BR (também no Facebook) – e proporcionalmente mais significativa do que no googlegroup Startups Brasil.

Claro que isso não significa que Pernambuco é a bola da vez. Mas, também, não significa o contrário. E não há nenhuma outra região que pareça “a bola da vez”. Nem mesmo no mundo – essa conversa de “mercado emergente” é trova pra vender tralha pros que antes não tinham nem como comprar tralha. O único lado “verdadeiro” é que realmente não se pode saber de onde vai vir a inovação ou a disrupção ou a revolução – muito menos a estabilidade e a consolidação! Só sabemos é que, onde ainda há mais para ser feito do que já feito, é ali que se pode fazer mais.

É minha aposta da vez. Gosto de gente, gosto de animação, gosto quando realmente passam a bola sem achar que já é gol. Quem disser “chuta que é macumba” estará sendo preconceituoso. Aos do grupo: lembrem-se que mercados são conversações em que as frases são negócios conjugando produtos!

cfe zATNFZoAI

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