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Quais os modelos de participação acionária em Startups? Parte 2 – Visão de um empreendedor


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Para esclarecer o mercado sobre os modelos de participação acionária, o STARTUPI foi buscar respostas para esta questão junto aos representantes do ecossistema: Investidores Anjos, Empreendedores, Plataformas de Investimentos que atuam na conexão das duas pontas e Advogados especializados. Dividimos a matéria em 4 partes – uma por semana. Na primeira edição, conversamos com João Kepler, um dos mais ativos Investidores Anjos em todo País. Clique aqui para ler a primeira parte da matéria.

Esta semana convidamos Tânia Gomes, CEO da Startup 33e34 para transmitir sua experiência sobre o tema.

A 33e34 é a primeira loja brasileira especializada em sapatos femininos para o público que usa 33/34. Segundo pesquisas de mercado, são mais de 5 milhões de consumidoras. E antes da 33e34, essas mulheres tinham que se contentar com o que encontravam nas lojas. Nenhum varejo comprava 12 pares de uma sandália 33.

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Startupi: Como foi sua trajetória como empreendedora, da ideia até o momento atual?
Tânia Gomes: Minha história começou porque eu uso 33 e sempre tive dificuldades imensas para encontrar sapatos de coleções atuais. Assim, juntando nosso interesse em abrir um e-commerce de nicho para uma demanda já existente, nasceu a 33e34. Passei um tempo fora do país (um período sabático mesmo) e na volta, em abril de 2014, já sabia que queria abrir um e-commerce de nicho, para um público que eu entendesse. Como eu e o Tiago Luz (meu marido e sócio) já tínhamos discutido diversas vezes um projeto para mulheres que calçam 33e34, a ideia foi tomando forma rapidamente. Em julho já tínhamos um Plano de Negócio desenhado, marca desenvolvida e o site começava a ganhar suas primeiras linhas. No início de setembro começamos uma aproximação com investidores anjos, liderados pelo João Kepler e em outubro já havíamos assinado os documentos para investimento.

Depois disso foi possível a compra do estoque inicial: a primeira coleção tinha mais de 120 diferentes modelos, de 14 marcas diferentes. A contratação dos demais serviços que são essenciais ao negócio, como ERP, Operador logístico e outros também aconteceu depois de outubro.

A loja foi ao ar no dia 20 de janeiro e nosso principal foco agora é oferecer uma experiência única para as nossas clientes, que acolheram com muito carinho nosso projeto.

Startupi: Qual foi o modelo escolhido? Por que optou por este modelo?
Tânia Gomes: Eu já conhecia alguns modelos, mas com o modelo proposto pelo João, onde diferentes investidores anjos compõem um poll de investimento, fomos buscar ajuda de uma advogada especializada em modelos de participação para Startups e optamos pela abertura de uma SA com emissão de debêntures conversíveis. Como o nosso investimento foi baseado nesse pool de investidores, a característica da debênture de ser um documento individual, tornou o negócio mais atrativo. Além disso, no remoto caso de um insucesso do negócio, os investidores tem seu patrimônio protegido, já que não tem uma relação de sócios, mas de credores da empresa.

Startupi: Quais as vantagens e dúvidas na hora de optar por este modelo?
Tânia Gomes: Claramente é a facilidade de documentar individualmente cada investidor anjo. Além disso, dá ao negócio a vantagem de estar pronta para investimentos futuros. Em contrapartida, foi necessário abrir uma SA, o que torna o controle do negócio mais rígido e mais oneroso.

Startupi: Se por algum motivo a Startup não der certo, você terá que devolver o dinheiro aos Investidores? Quais as saídas para o empreendedor neste caso?
Tânia Gomes: No caso de emissão de debêntures, que são títulos de uma dívida, conversíveis em ações da empresa, não há dívida do empreendedor, mas da empresa, já que a debênture garante ao seu detentor um direito de crédito junto à companhia emissora. Obviamente, o investidor pode (e irá) cobrar da investida, mas a relação de cobrança é com a empresa.

Startupi: Que dicas daria para as Startups que estão neste momento decidindo sobre modelos de participação de investidores?
Tânia Gomes: A primeira grande decisão que o empreendedor precisa tomar é buscar apoio num profissional que possa traduzir a “tecnicidade” do processo para uma linguagem comum ao mundo dos negócios. Um bom advogado é necessário, não só para explicar, mas para desenhar cláusulas que tragam transparência na relação com o investidor.

Discordo um pouco da linha que diz que o empreendedor precisa conhecer profundamente termos técnicos de uma operação assim. É preciso entender o básico de cada modelo e entender qual vai funcionar melhor no seu negócio agora e a longo prazo (lembre-se que isso é um casamento!).

Startupi: Realmente este é assunto que exige muito entendimento para não errar nas decisões. O Startupi recomenda muita leitura ou mesmo que empreendedores e até mesmo investidores consultem advogados e especialistas antes de tomarem decisões, evitando assim arrependimentos futuros. Na próxima semana, esta matéria continua, vamos ouvir o representante de uma Plataforma de Investimento e conhecer sua visão sobre o assunto.

Aguardem e continuem ligados!

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