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Sem margem para erros


Quando eu era mais novo e tinha lá em torno dos meus 20 anos não me preocupava em nada com a minha carreira. Meu pensamento era de muito curto prazo. Eu pensava que fazendo tal coisa, seja um emprego ou um empreendimento, ia ganhar um determinado dinheiro que compraria o próximo bem não-durável no próximo mês e pronto. Não havia uma preocupação com o meu futuro financeiro ou com o meu futuro como profissional. Eu simplesmente não questionava o que estava fazendo ou para onde estava indo. A domesticação humana tinha funcionado comigo. Eu passeava no shopping, eu comprava marcas, eu bebia e festava e vivia a vida como a recomendação de como ela deve ser vivida. Isso tudo em uma época em eu tinha muita margem de erro, não quis sair do conforto. Valeu a lição.

A vida é um experimento e errar deve ser uma prática

Quando você tem filhos, casa, condomínio, aluguel e todas as outras coisas que gente grande tem, você tem pouquíssima margem de erro. Você não pode correr riscos que ponham em perigo a estabilidade da sua vida pessoal e por conta disso você não tenta algo novo. Quando você não tem filhos, mora com os pais e tem todos aqueles sonhos que gente pequena tem, você tem uma margem para errar enorme. Você pode correr riscos porque o máximo que vai acontecer na sua vida é você perder um salário ou o dinheiro que havia guardado para investir e voltar para a casa dos seus pais, onde tem a comida na mesa, para depois de algum tempo voltar a investir em provar uma outra teoria e talvez errar novamente. Em ambas as situações, como jovens ou adultos, infelizmente desacreditamos que a vida é um experimento.

A influência dos nossos pais na nossa carreira

Acontece que o jovem vai pra rua tenta uma coisa ou outra e inevitavelmente volta para casa com mais um erro na coleção. Aí os pais desse jovem ao invés de deixá-lo tranquilo em relação aos erros e ficarem felizes por seu filho estar testando algo novo, incentivam o jovem a procurar algo mais estável e que dê mais segurança que o empreendedorismo. É claro, que isto é o que a maioria dos pais faz, principalmente aqueles que passaram pelas crises econômicas que o nosso país já sofreu quando o preço de um produto saltava para o dobro no dia seguinte e presidentes confiscavam suas economias guardadas no banco.

O mesmo acontece quando somos mais velhos e temos mais responsabilidades e quase nenhuma margem de erro. Nossos pais, ou pelo menos seus reflexos, ainda nos influenciam na comparação entre a nossa vida e a deles. É fato que um empreendedor ganha e pode ganhar muito mais que uma pessoa empregada, mas os riscos são muito grandes e isso assusta muita gente. Assusta os nossos pais e a nós mesmos por ficarmos nos comparando a estabilidade que nossos pais nos ofereceram mesmo quando o lugar onde vivíamos era instável.

O jovem se satisfaz com pouco. O adulto precisa de muito

Para uma pessoa jovem viver ela precisa de pouco dinheiro devido a diversos fatores. Ela pode morar com os pais, sua alimentação não precisa ser a melhor e o seu corpo geralmente é muito saudável independente do que o jovem faça com ele. Eu comia um copo grande de leite ninho em pó, com achocolatado em pó e açúcar quado era mais novo e meu corpo não chiava. Se fizer isso hoje, é “zica” na certa. Ou seja, para o jovem não existem dores musculares, fadiga ou dívidas financeiras. Podemos ver isto como algo bom, mas também como algo ruim. Como ela precisa de pouco, pode se satisfazer com este pouco e acreditar que atingiu o sucesso por conta de ter se satisfeito com este “bocadinho” de receitas.

Já o adulto, com casa, família e tudo o mais que gente grande tem, precisa montar um negócio que dê realmente dinheiro e que crie ao longo do tempo um colchão para sustentar a sua família. Com isso, os planos são mais altos e os riscos também, mas como o adulto em teoria tem mais responsabilidade que o jovem, acaba gerando receita maior e com muito mais esforço.

Evite as distrações como jovem ou adulto

Quando somos jovens, temos distrações de jovem. Quando somos adultos, temos distrações de adultos. Eu já perturbei quem me acompanha através deste site ou do meu canal no YouTube com essa questão da distração. Bato sobre esta tecla sempre que posso porque nós, seres humanos, nos distraímos demais daquilo que é importante. Quando jovens acreditamos que marcas e situações sociais nos farão mais ou menos importantes que as outras pessoas. Quando adultos acreditamos nas mesmas bobagens e ainda acrescentamos o apego emocional a coisas intangíveis como o amor dos nossos filhos, acreditando que o sacrifício por eles é o melhor presente que podemos lhes dar.

Ao longo da minha vida, ainda muito curta, compreendi que o maior presente que podemos dar a alguém e para nós mesmos é a liberdade. Como jovens, adultos ou velhos, temos que ter liberdade para viver. É essa liberdade que transformará a palavra erro em tentativa no nosso vocabulário e nos fará relaxar frente as dificuldades em tornar nossas ideias realidade.

Se você é jovem, esqueça todas as suas distrações e vá para o mundo errar. Se você é um adulto com filhos em idade jovem, deixe seu filho ir para o mundo e errar várias e várias vezes porque esse é o momento em que ele tem mais margem de erro. E se você é um ser humano, se dê liberdade para tentar e liberdade para os outros de tentar. Faça experiências com as suas teorias empreendedoras, comprometendo pouco a sua vida pessoal, mas tente, não pare de tentar.

Vamos expandir nossa margem de erro e aumentar as possibilidades com novas alternativas.

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