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Tecnologia da informação deve receber US$ 134 bilhões em investimentos em 2013


Segundo dados da consultoria Gartner, o Brasil é o segundo maior mercado de tecnologia da informação (TI) entre os países emergentes, concentrando 45% dos gastos do setor na América Latina. Em 2013, os investimentos em tecnologia devem alcançar US$ 134 bilhões, o que irá representar um aumento de 6% em relação ao ano 2012. O período também irá influenciar no aumento da demanda de empregos. Hoje, calcula-se que o déficit na área seja de 92 mil profissionais. No decorrer do ano, esse déficit poderá chegar a 140 mil, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).

Para o diretor da empresa de mobilidade e inteligência corporativa, Ledcorp, José Lúcio Balbi de Mello, a expectativa de crescimento é favorável, tanto para as empresas que investem na área quanto para as que provêm soluções tecnológicas. “As corporações já identificam o setor de TI como estratégico para a gestão e o controle das informações empresariais. Por isso, o mercado está fomentado ainda mais pelo investimento de infraestrutura em setores distintos, como indústria, serviços e comércio. Outra situação favorável é a influência dos megaeventos esportivos sediados no Brasil. As crescentes inovações tecnológicas, criadas para esse período estão ganhando espaço no mercado e impulsionando a economia no setor. A Ledcorp, por exemplo, em função do momento oportuno para investimentos, elaborou um grande número de produtos que devem ser implementados no decorrer do ano”, explica.

Entretanto, para aproveitar o momento da economia, os empresários precisam entender as necessidades do mercado. “Hoje, existem novas tecnologias que se tornaram tendências, como os produtos que proporcionam mobilidade, convergência e interação. Comprar um servidor ou instalar programas em computadores individualmente já não é um investimento. As empresas estão valorizando o cloud computing, conhecido como informação nas nuvens, que possibilita o armazenamento de informações pela internet e o acesso de qualquer aparelho móvel. A oportunidade está em observar esses indicativos do mercado e investir na elaboração de projetos inovadores. Para viabilizar a criação tecnológica, é essencial efetivar parcerias com órgãos de pesquisa”, esclarece.

Já em relação ao mercado de trabalho, o especialista ressalta que houve um aumento na demanda por profissionais qualificados. “As empresas têm enfrentado grande dificuldade para encontrar profissionais que possuam, além do conhecimento técnico, experiência prática. A área se tornou fragmentada, por isso acaba exigindo um profissional com conhecimento aprofundado em determinada função. Para quem quer ingressar no mercado, o recomendado é procurar uma boa instituição de ensino e atuar em estágios diretos na área”, conta.

De acordo com a diretora executiva do Grupo COTEMIG, Moema Belo, como a área de tecnologia evolui rapidamente e a tecnologia móvel abriu um novo universo de oportunidades, as empresas necessitam de profissionais atualizados, que saibam trabalhar com equipamentos de última geração e dispostos a atender a essas novas necessidades do mercado.

“Todos os setores das empresas precisam de alguma solução de tecnologia da informação e as organizações estão investindo mais em produtos e serviços desse segmento. É o caso da tecnologia móvel, por exemplo, que tem levado as empresas a criarem versões para usuários de tablets e de smartphones. O profissional que não se qualifica com frequência não é capaz de acompanhar a evolução do mercado, que é extremamente dinâmico. Quem tem um curso técnico deve procurar o ensino superior e quem já é graduado precisa buscar uma pós-graduação”, alerta.

Tecnologia mobile

A área de tecnologia móvel também registra crescimento nos últimos anos, principalmente no setor de compras online. Pesquisa realizada pela KPMG, em outubro do ano passado, mostrou que mais da metade dos entrevistados está disposta a realizar compras pela internet e cerca de 90% demonstraram alguma preocupação com relação aos itens que envolvem informações pessoais. Segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara e-net), em 2012 a participação da venda por meio de tablets e smartphones dobrou de 5% para 10%.

Para o diretor-presidente da Web Consult e especialista em inteligência digital, Leonardo Bortoletto, o consumo de bens e serviços por meio de dispositivos móveis tende a crescer gradativamente. “As tecnologias estão sendo aprimoradas rapidamente e as pessoas consomem mais. O acesso à internet por meio de smartphones e tablets em qualquer local facilita a pesquisa e, consequentemente, o consumo”, ressalta.

Empresas que trabalham com essa tecnologia têm que investir em plataformas que garantam a segurança dos usuários, uma vez que as vendas por esses dispositivos já representam 29%, de acordo com a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico. “O mundo está se tornando cada dia mais móvel e as organizações devem pensar na mobilidade não como um gasto ou simplesmente modismo, mas sim como um investimento para melhoria no atendimento, agilidade de processos e maior lucratividade”, explica Bortoletto.

Via Zoom Comunicação.

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