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Weird Al espalha suas paródias pela web com estratégia e parcerias


Ao invés de lamentar sobre as dificuldades do mundo artístico atual, Weird Al Yankovic transformou o desafio em oportunidade. Para o lançamento do seu novo álbum “Mandatory Fun”, ele se preparou com o melhor material da sua especialidade, as paródias, e uma estratégia voltada para o digital.

Yep, I have 8 brand new music videos, and I’ll be premiering one EVERY SINGLE DAY starting July 14! #8videos8days #MandatoryFun

— Al Yankovic (@alyankovic) June 29, 2014

Al lançou 8 diferentes vídeos durante 8 dias consecutivos, distribuindo-os em diferentes canais, em parcerias com sites e redes conhecidas como Nerdist, CollegeHumor, FunnyOrDie, Vevo, Yahoo e até um blog do Wall Street Journal.

“Foil”, paródia de “Royals”, de Lorde

O resultado foram vídeos que se espalharam por diversos ‘cantos’ da internet, com paródias que viralizavam ao fazer piadas com músicas de sucesso da Billboard ou por atingirem um determinado segmento da audiência da web que está em busca exatamente de humor.

“Word Crimes”, paródia de “Blurred Lines”, de Robin Thicke

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Ao distribuir o esforço de divulgação com diferentes iniciativas e em diversos sites, Weird Al conseguiu utilizar o potencial de disseminação de conteúdo de canais conhecidos da web, e que, se somados, impactam um número muito maior de pessoas.

“Tacky”, paródia de “Happy”, de Pharrell Williams

“O desafio, para mim, é procurar novos jeitos de ser divertido (por exemplo, não me repetir demais), bem como encontrar formas de me diferenciar dos milhões de pessoas que hoje também fazem paródia no YouTube” – Weird Al Yankovic

Além de fazer parcerias com canais relevantes da internet que tinham a ver com o tipo de música divertida que ele produz, Al se colocou à disposição do público no Reddit, através do modelo de perguntas e respostas conhecido como AMA (Ask Me Anything, algo como Pergunte-me Qualquer Coisa, em tradução livre), só que referindo-se a ele como AMAA (Ask Me Anything Again), para lembrar que ele já fizera esse mesmo modelo de entrevista digital anteriormente.

Dentre as perguntas que respondeu, Al deixou claro que seus 30 anos de carreira ainda dão a ele alguma vantagem, mas que é preciso se adaptar à nova realidade digital.

“A mecânica é quase a mesma [em todos esses anos de carreira], e na verdade, já que eu estou já tanto tempo fazendo isso, eu acho que já fiquei bom no que faço. [….] O desafio, para mim, é procurar novos jeitos de ser divertido (por exemplo, não me repetir demais), bem como encontrar formas de me diferenciar dos milhões de pessoas que hoje também fazem paródia no YouTube”, contou.

Mesmo com a concorrência acirrada de paródias publicadas na web, Weird Al mostra que, com um pouquinho de flexibilidade, ele ainda tem muito mais cartas na manga que muita webceleb por aí. Eric Messa, professor da Faap e coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital da faculdade, explica que a comunicação em rede foi um dos pilares da estratégia de Al: “É uma alternativa que nos tira da limitação de trabalhar exclusivamente com modelos de comunicação ‘em massa’. Dá para atingir diversas micro-redes para que, no volume total, tenhamos uma audiência significativa”, detalhou ele em entrevista ao Brainstorm#9.

Além disso, ressaltou Eric, Weird Al conseguiu incorporar a sua mensagem à proposta de cada canal ou plataforma onde divulgou cada um de seus vídeos – ao invés de ficar com cada de propaganda de massa, cada um dos clipes ganhou ares de conteúdo sob medida.

“Sports Song”

“Quem não aparece, não é lembrado”, brincou Maestro Billy, do Estúdio Mellancia, em conversa com o B9. Ele lembrou de outro artista da mesma época de Weird Al, Prince, que em um determinado momento decidiu que não ‘ia aderir’ aos novos formatos digitais. “Esse foi o maior erro do Prince, de não distribuir suas músicas pelo iTunes, Spotify”, opina.

“Weird Al viveu a fama dos anos 80, mas andava meio sumido ultimamente. Ele não teria muito mais para onde mirar acertadamente e alcançar um grande público, como o que alcançava com clipes e rádios FM daquela época”, contextualizou Billy, que acredita que a pulverização dos 8 vídeos de Al tem tudo a ver com a mídia ‘pulverizada’ que temos hoje. “Ele entregou o material todo ao mesmo tempo, e manteve-se mais uma vez no topo, coisa que ele faz já há uns 35 anos… E ele trabalhou exatamente 8 vezes mais do que trabalhava em lançamentos do passado”, destaca Billy.

O resultado desse esforço de adaptação de Al foi conseguir ver veículos dos mais diversos, impactando diferentes segmentos de audiência, espalhando suas paródias por aí. Desde Funny or Die até o B9.

adac b feedPost originalmente publicado no Brainstorm #9
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