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Linkedin: Entrevista com o diretor da América Latina


Osvaldo

O que você faz se quer trabalhar no Linkedin? Usa o próprio. Foi o que Osvaldo Barbosa de Oliveira, diretor regional da América Latina do Linkedin fez. Mas ele afirma que é uma exceção e diz que as pessoas não usam a plataforma para procurar emprego e sim para fazer negócios. E você? Está usando isso errado?

Osvaldo Barbosa de Oliveira esteve ontem no encontro do BRNewTech e falou com um público de quase 200 pessoas sobre como chegou na empresa, o crescimento expressivo do Linkedin no Brasil nos últimos anos ao ponto de terem hoje uma rede com 17 milhões de brasileiros conectados e no fim falou com o Startupi sobre startups e a cultura do meio.

Osvaldo é formado em administração na Fundação Getúlio Vargas e sempre quis trabalhar com negócios em tecnologia. A maior parte de sua carreira foi na Microsoft. “Lá montei a área de MSN e Microsft Advertising”, diz. Mas uma grande mudança na empresa fez com que sua área fosse fragmentada e ele procurasse novos caminhos. Foi então que surgiu o Linkedin na vida dele e ele conseguiu o emprego na empresa utilizando a plataforma ativamente.

O ano era 2011 e Osvaldo já tinha Linkedin desde 2004. “Ouvi dizer que o Linkedin ia abrir um escritório no Brasil. Fui aprender mais sobre a plataforma, consultei. Vi que o CEO era o Jeff Weiner, que trabalhou no Yahoo e o Linkedin mostrou que eu conhecia uma pessoa que conhecia ele do Yahoo, um amigo profissional, uma dessas conexões profissionais com quem você não fala todo dia, mas está pronto para você utilizar quando você precisa. Ele mandou um email pro Weiner. Em 24 horas o CEO tava falando comigo por email e em 48 horas eu estava fazendo a entrevista”, conta.

Sobre o teste empírico, ele comenta: “Bacana que a plataforma funcionou. Dá pra ver que não é só recrutadores te encontrando, é você indo atrás das oportunidades através das suas conexões profissionais que a gente constrói ao longo dos anos”, afirma.

Osvaldo também afirma que o número de usuários brasileiros é ainda mais impressionante se pensar que não há marketing da empresa aqui. “É um crescimento de membro chamando membro”, diz o diretor. Ele também afirma que a plataforma é hoje muito usada por empresas para fazer recrutamento, mas principalmente para fazer negócios, achar pessoas para se associarem. Hoje as três principais funções da plataforma são: recrutamento, marketing e vendas. Osvaldo diz que é um local mais para ser achado por empregos do que para achar um.

Três perguntas

Veja o que o diretor disse ao Startupi sobre o crescimento expressivo da empresa e o que as startups devem aprender com a plataforma.

Startupi: O Linkedin ainda tem uma cultura de startup?

Osvaldo de Oliveira: O Linkedin hoje deve ter próximo a seis mil funcionários no mundo e tem uma preocupação genuína de ser eficiente. Então muitas das pessoas que estão hoje tocando o Linkedin, tiveram um crescimento de startup, sabem o que é uma startup e tem feito cultura e valores de forma a manter vivo essa coisa de velocidade, de pouca hierarquia, de decisões sem processos longos, muito foco. Alguns processos que são comuns de startups como OKRs (Objective and Key Results –objetivo e resultados chave) e a gente usa isso na companhia inteira. Então essa cultura prevalece.

Você entrou no Linkedin e não tinha operação no Brasil, mas já tinha 6 milhões de usuários? Como foi esse processo?

Em abril de 2010, tinha um milhão de usuários de Linkedin. A gente marca essa data porque foi quando o site foi traduzido para o português, mas ainda não tinha operação aqui. Depois de 18 meses, foi para seis milhões, que foi quando eu entrei e começam as operações no Brasil, fim de 2011. No fim de 2013 alcançamos 17 milhões de usuários.

Qual dica você daria para as startups brasileiras?

O Linkedin é uma plataforma global. Você tem a mesma dificuldade de acessar uma pessoa que trabalha aqui e uma pessoa que trabalha no fundo dos Estados Unidos. Então startups têm que usar o Linkedin para fazer suas conexões de negócios, porque precisa disso para crescer e não necessariamente aqui no Brasil, mas globalmente. Mas isso eu nem considero dica porque acho que todo mundo já faz isso.

O post Linkedin: Entrevista com o diretor da América Latina apareceu primeiro em Startupi.com.br.

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